segunda-feira, 2 de outubro de 2023

O QUE SÃO PERTURBAÇÕES MENTAIS?


Já reparaste que muitas vezes se utilizam de forma indiscriminada os termos perturbações, transtornos distúrbios, desordens mentais? Na realidade, estes termos podem significar o mesmo.

Todos nós temos momentos na vida em que nos podemos sentir em baixo, andar angustiados, stressados pelas mais diversas razões. Ou porque são os resultados escolares que não nos satisfazem, as relações com quem nos está próximo se deterioram e há conflitos, ou então porque estamos numa fase da vida em que as mais pequenas coisas nos parecem problemáticas. Estas são respostas normais face aos problemas da vida e para a grande maioria esses sentimentos passam ao fim de algum tempo. Contudo, para outras pessoas tal não acontece e podem vir a transformar-se num problema mais ao menos grave. E isto, pode acontecer a qualquer pessoa, inclusive a ti, mesmo que sejamos todos diferentes e tenhamos todos formas diferentes de reagir.

Tu podes sair de uma situação complicada ou má com relativa facilidade e rapidamente, enquanto outras pessoas podem andar a viver e a pensar nisso durante muito tempo. A nossa saúde mental não permanece sempre igual, podendo alterar-se ao longo da vida.

As perturbações mentais correspondem a situações patológicas que são diagnosticados apenas por profissionais de saúde especializados, necessitando de intervenções simples e outras mais diferenciadas.

Nas perturbações existe uma alteração da nossa organização mental, o que implica que a pessoa não consegue exercer ou exerça com dificuldade os seus papéis sociais (familiares, relacionais, ou atividades do quotidiano), tornando-se incapacitante e podendo existir sofrimento. Estas alterações poderão ser visíveis ao nível físico, comportamental, das emoções e mesmo dos pensamentos.

Podemos referenciar cinco tipos de perturbações: depressão (com ideação suicida), perturbações alimentares (anorexia e bulimia), ansiedade e stress, abuso de substâncias (especificamente álcool) e esquizofrenia, como sendo as mais frequentes, e as que maior impacto têm na vida dos adolescentes e jovens. Apesar de não haver muitos estudos em Portugal que o avaliem, a nossa realidade não está muito distante do que acontece noutros países europeus.


 
Os estudos mostram que a adolescência é um período critico para a manifestação de uma perturbação mental. Metade das pessoas que sofrem de uma perturbação mental tiveram a primeira manifestação antes dos 18 anos.

O início precoce de uma doença mental é um preditor de episódios futuros significa que se sofreres de problemas e perturbações mentais e não tiveres a ajuda adequada e atempada, tens mais probabilidade de vir a sofrer destes problemas no futuro.

Os adolescentes e os jovens são o grupo com menor contato com o sistema de saúde, logo, comparativamente com a população em geral, têm menor acessibilidade à ajuda e menor probabilidade de receber uma intervenção adequada.

Muitas destas perturbações podem gerar estigma e discriminação social. O medo leva normalmente a que se procurem ocultar os sinais e sintomas, agravando os problemas. O gráfico mostra o que os adolescentes e jovens portugueses referem  como impedimento de procurar ajuda ou então de contar a alguém que estão a sofrer de um problema como a depressão ou de abuso de álcool.

TU! que és jovem adolescente cuida da tua saúde física e mental…

se tens dúvidas…

·        Procura falar:

§   Com os professores,

·        Com os teus pais,

§  Com um Profissional de Saúde.

















BIBLIOGRAFIA:

Almeida, T. P. P. de. (2015). Literacia em Saúde Mental: Conhecimentos, Estigma e Preconceito numa Amostra de Adolescentes da Região Centro de PortugaInstituto Politécnico de Viseu Instituto Politécnico de Viseu. 70.

Loureiro, L. M. (2016). Literacia em saúde mental acerca da depressão e abuso de álcool de adolescentes e jovens Portugueses. Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, 2(2), 2–11. https://doi.org/10.7342/ismt.rpics.2016.2.2.33

Pedreiro, A. (2013). Literacia em Saúde Mental de Adolescentes e Jovens sobre Depressão e Abuso de Álcool.

Rosa, A., Loureiro, L., & Sequeira, C. (2019). Literacia em saúde mental sobre depressão: Um estudo com adolescentes portugueses. Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, 21. https://doi.org/10.19131/rpesm.0236  


Sofia Manuela Condesso Quelhas, Discente do 4º Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem Saúde Mental e Psiquiatria



Cantar pela Saúde Mental

 

A música acompanha a Humanidade desde o início dos tempos e tem grande impacto em nós!


Todos já sabemos que a música contribui para o nosso bem-estar, tanto físico como psicológico…

Também sabemos que traz inúmeros benefícios para a nossa saúde (redução do stress, aumento da autoestima, …) e que pode ser utilizada como ferramenta no tratamento de algumas doenças (Parkinson, Alzheimer, …) …

E ainda que, de acordo com o tipo de música, esta pode influenciar o nosso estado de espírito…

Ou seja,

A música tem impacto na nossa saúde física, porque primeiramente, tem impacto na nossa SAÚDE MENTAL! Mas isso aplica-se a todos os géneros musicais, nomeadamente o heavy metal, o punk e o rock?

Para perceber qual o efeito dos gostos musicais na saúde mental, foi realizado um estudo (Efeitos indiretos da preferência por música intensa na saúde mental), com aplicação de questionários em redes sociais a 268 participantes na faixa etária de 18 a 63 anos.

 

O principal resultado apontado foi a diminuição dos níveis de saúde mental provocada pela música intensa, que inclui os géneros musicais acima. Foi verificado que, quanto maior a preferência por música intensa, maiores os níveis de depressão, stress e ansiedade, e que essa relação foi mediada por afetos negativos.

 


No entanto, este estudo não permitiu concluir nada especificamente, dado que existe um impasse na saúde a este nível – algumas pesquisas apontam um impacto positivo enquanto outras demostram um impacto negativo.

Não podemos esperar que uma certa música/género musical tenha o mesmo impacto em todos!




Segundo pesquisadores, aprender a tocar um instrumento estimula o cérebro, promovendo um desempenho mental cada vez melhor. A música faz com que a pessoa se envolva emocionalmente, além de exigir ao cérebro diversas informações ao mesmo tempo, estimulando desde a visão e audição à coordenação motora das mãos ou mãos e pés.


A pandemia por COVID-19, trouxe o isolamento social e a solidão decorrente dele afetou a saúde física e mental. No entanto, a tecnologia (contactos telefónicos, videochamadas, mensagens de texto) e o reinventar de atividades prazerosas, ajudou a combater o distanciamento.

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A música é um forte aliado da saúde mental! Já ouviste música hoje?



Webgrafia:

https://www.manifestamente.org/cantar-pela-sauacutede-mental.html

https://www.ufpb.br/ufpb/contents/noticias/musica-intensa-pode-afetar-a-saude-mental-diz-estudo-com-participacao-da-ufpb



Um guia para HPV...





Elaborado por: Mariana Ministro, estudante de Enfermagem da Escola Superior de Saúde de Viseu sob orientação dos enfermeiros da UCC Grei Águeda