sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Alimentação na Diabetes

Ter Diabetes não é o fim do mundo! No entanto, existem aspetos que deves ter em atenção, nomeadamente a tua ALIMENTAÇÃO!











As necessidades de nutrientes para crianças e adolescentes com DM1 são similares às das crianças e adolescentes sem diabetes.









 

 Ter hábitos alimentares saudáveis não significa fazeres uma alimentação restritiva ou monótona. Pelo contrário, um dos seus pilares fundamentais é a variedade: diferentes alimentos contribuem com diferentes nutrientes o que, potencialmente, enriquece o teu dia alimentar!


 Ao optares por hábitos alimentares mais saudáveis, não tens que abdicar completamente daqueles alimentos menos saudáveis de que gostas. O importante é que o consumo desses alimentos constitua a exceção e não a regra do dia-a-dia.

Deves realizar uma Alimentação Saudável que te permita obter prazer nas refeições!!





A Dieta Mediterrânica representa um modelo alimentar completo e equilibrado com inúmeros benefícios para a saúde, longevidade e qualidade de vida.

Uma (1) porção da roda dos alimentos corresponde às quantidades referidas na figura abaixo.


Contagem de Hidratos de Carbono (HC)

O método de contagem de HC baseia-se na estimativa da quantidade presente numa determinada refeição, devendo a contagem ser focada nos alimentos com maior teor de HC, consumidos mais frequentemente e que mais contribuem para o total de HC ingeridos.



Mitos da alimentação


A pessoa com diabetes não pode consumir fruta – Mito!

A fruta faz parte de uma alimentação saudável e equilibrada. São alimentos fornecedores, por excelência, de vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes. São uma fonte natural de açúcar (frutose) e por isso o mesmo deve ser contabilizado para um correto ajuste da dose de insulina.

 

Produtos de “dieta” devem ser consumidos com moderação – Verdade!

Os produtos “dieta” caracterizam-se pela eliminação ou/e redução de um nutriente

constituinte, comparativamente com o produto original. No entanto, são muitas vezes

adicionados outros ingredientes, que nem sempre os tornam alimentos mais saudáveis. É

importante saber ler e interpretar os rótulos para uma escolha informada.

 

Doces são totalmente proibidos para quem tem diabetes - Mito!

Tal como para a população em geral, os doces não devem fazer parte, regularmente, das escolhas alimentares. Num dia especial pode incluir-se o doce, desde que se faça a devida compensação com insulina, ou então reduzindo a dose de outros alimentos fornecedores de hidratos de carbono presentes na refeição, de modo a não aumentar o total ingerido.

 

HC simples têm sempre menor índice glicémico do que os complexos – Mito!

Os alimentos mais refinados, como o açúcar e os cereais refinados – ricos em HC simples

são mais rapidamente absorvidos pelo organismo, logo têm um índice glicémico mais

elevado, comparativamente com os alimentos ricos em HC complexos e simultaneamente

ricos em fibras.

 

O álcool, mesmo consumido com moderação, tem risco acrescido de hipoglicemia –Verdade!

O álcool ingerido, mesmo que moderadamente, diminui a capacidade hepática de

metabolizar os HC, podendo causar assim, hipoglicémias.



As pessoas com diabetes devem ter uma alimentação especial – Mito!

A alimentação da pessoa com diabetes deve ser tão equilibrada, variada e completa como a alimentação de qualquer pessoa saudável, de modo a manter um peso adequado e normalizar as glicemias.

 

Bibliografia:

Crianças e Jovens com Diabetes Mellitus Tipo 1 - Manual de Formação para Apoio aos Profissionais de Saúde e Educação 2019.pdf






quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Impacto das alterações climáticas e da poluição ambiental na saúde respiratória

 








O impacto das alterações climáticas e da poluição ambiental na saúde respiratória são uma das principais preocupações da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

O pulmão é o órgão que mais diretamente está em contacto com a poluição ambiental, qualquer alteração relativamente ao ar puro tem implicações a nível respiratório, não é, por isso, de estranhar, que os principais efeitos da poluição se reflitam, em primeiro lugar, no sistema respiratório.  E, embora Portugal esteja entre os dez países que apresentam melhor qualidade do ar, são registadas, todos os anos, mais de seis mil mortes prematuras, resultantes da poluição atmosférica, associada a doenças respiratórias e cardiovasculares, referiu o Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia em 2019.

As alterações climáticas são uma enorme preocupação para a saúde mundial, uma vez que os impactos que estas causam são por demais evidentes: 

🌍 aumento da morbilidade e mortalidade em consequência de ondas de calor;

🌍aumento da frequência de episódios agudos de doenças cardiorrespiratórias associado às elevadas concentrações de ozono;

🌍 aumento da frequência de doenças alérgicas respiratórias pela alteração espacial e temporal dos alergénios (pólenes e esporos);

🌍 aumento da predisposição a doenças infeciosas transmitidas por vetores como mosquitos, moscas, carraças, etc.

Na Europa, as mudanças na temperatura e no número de períodos de calor extremo associados às mudanças climáticas, preveem uma mudança significativa da mortalidade por doença respiratória. Atualmente, a mortalidade aumenta 1 a 4% por cada aumento de 1ºC na temperatura e espera-se que no futuro, esses efeitos sejam mais intensos na região mediterrânea, onde o aumento da mortalidade será três vezes superior, em comparação com as regiões do norte da europa, onde o aumento será duas vezes superior. Atualmente, estas são a segunda maior causa de doença na Europa. Este aumento ocorre igualmente em todo o mundo.

A OMS estima que cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo são portadoras de asma, e que cerca de um quarto de milhão acaba por falecer anualmente devido a esta doença. Tal efeito, ocorre paralelamente ao aumento do número de casos de alergias respiratórias, que parece estar intimamente relacionado com os efeitos das alterações climáticas nas temperaturas extremas, níveis atmosféricos de poluentes e alergénios e modificação dos padrões de transmissão das doenças.


Nas últimas 3 décadas, verificou-se um aumento do número de casos de doença respiratória alérgica, como rinite alérgica e asma brônquica, o que levou a que fossem desenvolvidos estudos, com o objetivo de identificar possíveis causas para este aumento. Esses estudos revelaram que a relação entre as vias aéreas e os poluentes atmosféricos é muito grande.

De modo a diminuir o impacto das alterações climáticas nas populações atuais e gerações futuras, é importante que sejam tomadas medidas capazes de contrariar os eventos climáticos extremos.

Assim, é importante preparar e prevenir a nossa sociedade para as alterações climáticas, promovendo a adoção de medidas que contribuam para a diminuição da produção de gases com efeito de estufa, promover o acesso a energias de fontes não poluentes, reduzir o tráfego privado nas cidades e melhorar os transportes públicos.


Artigo elaborado por Enf.ª Rosa Seabra, Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária


Webgrafia

https://www.mypneumologia.pt/eventos/1204-spp-debate-impacto-da-polui%C3%A7%C3%A3o-ambiental-e-das-altera%C3%A7%C3%B5es-clim%C3%A1ticas-na-sa%C3%BAde-respirat%C3%B3ria.html

https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/29245/1/A%20Influ%C3%AAncia%20das%20Altera%C3%A7%C3%B5es%20Clim%C3%A1ticas%20nas%20Patologias%20Respirat%C3%B3rias.pdf

https://www.voicesofyouth.org/blog/we-have-stop-climate-change




terça-feira, 8 de novembro de 2022

Lanches Saudáveis – o que comer? Parte 2

 

Os lanches não precisam de ser monótonos! Basta saberes escolher quais os alimentos “mais saudáveis” e combiná-los de diferentes formas…Nem que para isso tenhas de pedir aos teus pais para irem contigo às compras, se não tiveres em casa.













Não esquecer! A Água também não pode faltar na tua lancheira!!!

Como posso verificar se o meu lanche é saudável? Se no final tens dúvidas se preparaste a melhor opção para a tua lancheira, abaixo tens uma check-list para verificares se o teu lanche cumpre os requisitos de um lanche saudável!











Para te ajudar um pouco, deixamos aqui algumas sugestões de lanches!





















































Não há desculpa para não preparares um lanche que faça bem à tua saúde e preferires alternativas mais fáceis, mas menos saudável!

Porque…nem tudo o que parece é!












Bibliografia:

Guia para Lanches Escolares Saudáveis, abril 2021



quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Mudança de hora...


O horário de inverno arranca em Portugal na madrugada de domingo (dia 30 de outubro), com o relógio a retroceder uma hora.








Por haver evidência de que inúmeros fatores podem ser afetados, tanto a nível da saúde física e psicológica como da sociedade e da economia, surgiu em muitos países a proposta para a abolição da mudança da hora. A nível da Europa essa proposta já foi feita pelo Parlamento Europeu em 2019, mas até ao momento atual ainda não surgiu qualquer decisão e no próximo dia 30 de outubro vamos ter uma nova mudança para a hora de inverno.

Webgrafia:

https://www.apsono.com/pt/noticias/noticias-do-sono/24-noticias/noticias-do-sono/486-saiba-como-se-adaptar-a-mudanca-da-hora


quinta-feira, 20 de outubro de 2022

A gaguez não me define!


Quem apresenta gaguez, considera que muitas vezes este não é o seu principal problema, mas sim o ter de lidar com os outros - muitos acham graça e outros aproveitam a gaguez para realizar piadas.














Mas quem sofre o problema não vê motivos para risos!

Na infância/adolescência, é comum existir o bullying, a exclusão, a insegurança e a timidez. Isso acontece principalmente em situações públicas, como apresentação de trabalhos ou dinâmicas de grupo.

Afeta o desenvolvimento da criança/adolescente e intensifica os efeitos da gaguez na idade adulta























Como as crianças/jovens que gaguejam, sentem muitas vezes vergonha da sua expressão oral (apresentam um discurso com uma fluência diferente do típico, sendo esta caraterizada por repetições, prolongamentos ou bloqueios), são muito sensíveis às provocações.

Ansiedade e evicção face a situações comunicativas – consequências na sua autoestima e socialização com os outros

Assim, em vez de realizares comentários pouco positivos a um colega/amigo que gagueja, podes ser muito mais construtivo e ajudá-lo! 

Como, perguntas tu? É fundamental facilitar a sua tarefa comunicacional, uma vez que estes precisam de mais tempo para expressar as suas ideias. Falar devagar é uma dessas regras. Ao falar devagar vai-se transmitir a noção de que há tempo para comunicar, o que é uma verdade!


















É fundamental que quem convive com a gaguez esteja ciente das suas potencialidades e qualidades. É importante que elas sejam reconhecidas e valorizadas pelos outros, mesmo quando não alcança o resultado pretendido.

 


O seu valor não depende da forma como fala, mas sim do caminho que percorre para o fazer e se perceber que, até quando gagueja, está tudo bem, então não verá a gaguez como um problema, mas sim uma característica!!


Webgrafia:

https://demaeparamae.pt/artigos/comunicacao-autoestima-gaguez

https://www.gaguez-apg.com/index.php/gaguez/dicas-notas-e-sugestoes







terça-feira, 18 de outubro de 2022

Paralisia Cerebral – como lidar?

Num artigo anterior falámos do que é a paralisia. Hoje vamos abordar como podes lidar com um colega/amigo/familiar que tenha Paralisia Cerebral (PC).

Mas para isso, é importante perceberes alguns conceitos que te podem ajudar:

Entender quais são as limitações reais: A criança/adolescente pode ouvir, ver, andar e compreender quando conversamos com ela? Independentemente da sua condição devemos estimulá-la, utilizando estratégias que facilitem a interação (ex: falar mais devagar, usar recursos visuais, utilizar uma linguagem acessível e fácil; caminhar ao seu ritmo e não o contrário, ou seja, procurar que ela se adapte ao nosso ritmo).

São várias as formas como podemos comunicar: pelo olhar, sorriso, expressão da face, movimentos do corpo, gesto, palavra, desenho ou escrita.

 

Aspetos a ter presentes na ajuda da criança/adolescente relativamente à linguagem 




 

Comunicação alternativa: Para os casos em que a criança/adolescente não consegue comunicar, existe a ferramenta “Comunicação Alternativa”, um livro de figuras de diversos assuntos, alimentação, higiene e necessidades pessoais, brincadeiras, entretenimento, entre outros, onde a criança/adolescente consegue comunicar, apontando ou sinalizando o que ela deseja.

Respeitar as suas dificuldades: Antes de interagir com a criança/adolescente, procurar saber quais são as suas dificuldades, para não exigir mais do que ela (e) pode oferecer. Algumas delas são resultantes da sua limitação motora: não segurar a cabeça, não se manter sentada(o), não andar ou então mover-se de uma forma descontrolada e insegura.

 

Respeitar o tempo da criança/adolescente para a realização das atividades: Muitas vezes sentimo-nos desanimados ou mesmo frustrados com o facto de que não corresponde às nossas expetativas – não realiza aquilo que lhe é solicitado de forma rápida e correta. No entanto, é essencial percebermos que ela (e) tem o seu próprio ritmo e que pode demorar mais tempo a concretizar as atividades ou mesmo não as executar da forma como gostaríamos. Mas o importante é o caminho que percorreu e o esforço que realizou!

 

Solicitar somente aquilo que a criança/adolescente possa realizar: Depois de compreender o ponto acima, é fácil sabermos quais as suas capacidades/limitações e, consequentemente, com o que podemos contar.

 

Sobre a alimentação: Algumas crianças/adolescentes com PC têm dificuldades de deglutição, por isso, não conseguem engolir e correm um risco grande de se engasgar. Como tal, não devemos oferecer alimentos a elas, sem antes perguntar ao responsável se podemos.

 

Nas situações de maior gravidade, poderá não se alimentar pela boca, mas apresentar um pequeno orifício no estomago (ao qual é inserido uma sonda), denominado de gastrostomia – e é por essa via que é alimentada. No entanto, é importante que uma pequena quantidade dos alimentos possa ser dada pela boca (para que a criança se aperceba dos sabores e mantenha a estimulação oral).

 

Nota:  as crianças/adolescentes com paralisia cerebral, consomem muita energia e por isso na sua maioria são muito magras - necessitando muitas vezes de suplementos vitamí­nicos e alimentos hipercalóricos previamente preparados e comercializados, administrados com supervisão médica e nutricionista, sempre que possível.

 

Aspetos a ter em conta na administração dos alimentos 

 



 

Sobre a higiene pessoal: O banho deverá ser dado em segurança, podendo ser um momento de brincadeira e estimulação.

 

- Evitar a ingestão de produtos açucarados entre as refeições e escovar os dentes após as refeições principais.

- Incentivar o uso do bacio (o que não é tarefa fácil) - mas deverá ser tentado, existindo algumas adaptações para o treino ser bem-sucedido.

- Estimular o vestir e despir sozinha e, enquanto o faz, ensinar as partes do corpo. Conversar com ela sobre as peças do vestuário, para que servem, como as arrumar, aproveitando para lhe ensinar as cores. Utilizar roupas o mais adequadas possível.

 

INTEGRAÇÃO SOCIAL - O relacionamento interpessoal é fundamental para o desenvolvimento da criança/adolescente, devendo os outros aceitá-la(o) tal como ela(e) é.

 

Será importante:

- Levar a passear em locais públicos (lojas, jardim, praia, campo, casa dos amigos), conversando sobre estas experiências.

- Promover a sua participação em atividades de tempos livres e o conví­vio com a natureza -tentar que os outros brinquem/interajam com ela(e), explicando que aprecia a brincadeira, apesar de não se mover e agir como eles.

- Ajudar a desenvolver ao máximo as possibilidades presentes e estimular a atingir a etapa seguinte, embora saibamos que neste caso os progressos são muito lentos. Qualquer progresso, por menor que seja, permite manter a esperança de que há uma sucessão de passos a dar.

 


Webgrafia:

https://www.colegioosilustres.pt/single-post/2016/04/23/paralisia-cerebral-o-que-%C3%A9-e-como-lidar-com-a-doen%C3%A7a