Em Portugal, o dia 23 de maio é assinalado
como o Dia Nacional de
Luta Contra a Obesidade.
A obesidade é uma doença que se caracteriza por um excesso de gordura
corporal. Trata-se de uma doença crónica, o que significa que dura muito
tempo e pode mesmo ser para a vida toda. Como outras doenças crónicas, a
obesidade pode ser estabilizada durante algum tempo e ter períodos de
agravamento (crises), o que exige monitorização regular.
A obesidade tem como causa vários fatores que se combinam: os nossos
genes (o que herdamos da família), os nossos hábitos (como comemos e nos
mexemos), o ambiente à nossa volta e até questões sociais.
Quando alguém tem obesidade, o risco de desenvolver outras doenças aumenta.
Nos mais novos, a situação também é preocupante. Em 2022, quase 1 em
cada 3 crianças entre os 6 e os 8 anos tinha excesso de peso, e uma parte
dessas crianças já vivia com obesidade. Isto mostra que é um problema
importante desde cedo.
Além disso, ao longo dos anos, o impacto do excesso de peso tem aumentado.
Entre 2000 e 2021:
- as
mortes relacionadas com o excesso de peso aumentaram
- e
também aumentaram os anos de vida vividos com problemas de saúde (perda de
anos de vida saudáveis)
Atualmente, o excesso de peso está ligado a uma parte significativa das
mortes e doenças em Portugal.
Como medir a
obesidade?
Para avaliar a obesidade é preciso saber o peso e a estatura. A medição do
peso deve ser realizada com a pessoa descalça e em roupa interior,
preferencialmente de manhã, depois de ir à casa de banho. A relação entre peso
(em quilogramas) e a estatura (em metros) permite obter o Índice de Massa
Corporal (IMC).
Em crianças e adolescentes, o valor de IMC deve ser posicionado na Tabela
de Percentis como a que consta no Boletim de Saúde Infantil e Juvenil, para
obter o estado nutricional.
Para além do cálculo do IMC, é útil avaliar o perímetro da cintura, pois é
um indicador mais fiável da distribuição da gordura visceral e, por isso, um
bom determinante do risco de doenças cardiovasculares.
A primeira linha no tratamento não cirúrgico da obesidade inclui 3 grandes
pilares:
·
aprender a ter uma alimentação mais saudável, adaptada
a cada pessoa;
·
praticar atividade física de forma regular e adequada
à idade;
·
trabalhar a parte emocional e comportamental, para
ajudar a manter hábitos saudáveis.
No caso das crianças e adolescentes, é muito importante que estas mudanças
aconteçam com o apoio da família. Comer melhor, mexer mais e ter rotinas
saudáveis é mais fácil quando todos em casa participam.
Em resumo:
Referências
bibliográficas
Portugal. Ministério da Saúde.
Direção-Geral da Saúde. PERCURSO DE CUIDADOS INTEGRADOS PARA A PESSOA COM
OBESIDADE Lisboa: Direção-Geral da Saúde, (2025).
Portugal. Ministério da Saúde.
Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e outro. Guia de Avaliação do
Estado Nutricional Infantil e Juvenil/ Instituto Nacional de Saúde Doutor
Ricardo Jorge. Direção-Geral da Saúde. Ana Rito, João Breda, Isabel do Carmo
coords. Lisboa: INSA_IP, 2011.
Artigo elaborado por Liliane Costa - Nutricionista Especialista em Nutrição Comunitária e Saúde Pública do Centro de Saúde de Águeda