segunda-feira, 23 de março de 2026

Incluir é mais do que aceitar, é agir!

 














ESTIGMA E DISCRIMINAÇÃO SOCIAL NAS ESCOLAS E NOS JOVENS

 
































Infelizmente a história da Joana é comum. É provável que já tenhas presenciado uma história destas ou semelhante, ou que tenhas conhecimento de algo idêntico. O que pensas deste cenário? Porque achas que terão tido esta atitude? Será por a Joana ter ficado diferente? Será porque ela não se sente bom com a diferença que ocorreu no seu corpo? Será que todos temos de ser iguais?

Em qualquer uma das reações que descrevemos está implícito, o estigma e a discriminação social. Estas formas de atuar podem transformar a vida dos outros num verdadeiro inferno. Nesta história podemos identificar um comportamento denominado bullying por parte dos colegas. O bullying leva a profundas alterações na saúde e bem-estar.

Bullying é o uso de força física, ameaça ou coerção para abusar, intimidar ou dominar agressivamente outras pessoas de forma frequente e habitual.


Em qualquer um dos casos podes ter tido uma destas reações:

·         Assististe a uma situação semelhante e ficaste calado;

·         Assististe, insurgiste-te e defendeste a pessoa em causa;

·         Assististe e gozaste também;

·         Calaste-te com medo de que a situação se virasse contra ti.

A Joana precisa de ajuda! Contudo, a procura de ajuda nestas situações é difícil porque, por vergonha, timidez ou incapacidade para encontrar soluções, a maioria dos adolescentes e jovens não procura ajuda.

Repara como se vão somando os problemas da Joana, em função também do comportamento dos outros. Muitos destes comportamentos devem-se à falta de conhecimento, ao preconceito que é partilhado de forma generalizada pela sociedade.

Quando falamos de estigma referimo-nos a uma marca ou sinal, que pode ser ou não visível e que serve para distinguir ou discriminar as pessoas de determinados grupos sociais ou com certa condição ou problema. No caso da Joana, sobressai o aumento do peso e a sua incapacidade de reagir ao comportamento discriminante.

Os comportamentos de discriminação associados ao estigma são problemáticos, pois causam sofrimento às pessoas. O estigma associado às perturbações mentais é um dos mais recorrentes pois estas perturbações não são reconhecidas como tal, ligando- as à fraqueza pessoal ou de caráter e por isso geram vergonha e medo. No entanto, hoje é sabido que estas perturbações estão relacionadas, tanto com fatores genéticos, como biológicos, bioquímicos e relacionais, está ali qual como qualquer outro tipo de doença. Por outro lado, os estudos mostram que as pessoas que têm uma das várias perturbações mentais conhecidas, não têm comportamentos mais perigosos do que a generalidade das pessoas.

O estigma público associado às perturbações mentais resulta da combinação de três componentes:

·           Os estereótipos são crenças negativas (ou positivas) acerca de um indivíduo ou de um grupo. As palavras « louco», « psicopata», « imprevisível», « fraco de caráter» ou « incompetente» são muitas vezes associadas a pessoas com diagnóstico de perturbação mental, por exemplo esquizofrenia ou depressão. Estes tipos de estereótipos encontram-se facilmente no teu dia a dia, principalmente nos meios de comunicação social como na televisão ou jornais, e nas representações cinematográfica as que transmitem ideias que não correspondem à realidade do que são verdadeiramente as perturbações mentais;

·           O preconceito diz respeito à concordância das tuas crenças e estereótipos. Pode ainda referir-se às tuas reações emocionais perante uma situação em que te depares com um indivíduo que sabes que têm o diagnóstico de uma perturbação mental grave. o medo e a angústia são reações emocionais muito comuns;

·           A discriminação é o comportamento que temos perante determinada situação, ou seja, é uma resposta baseada no preconceito. Muitos comportamentos discriminatórios no teu quotidiano referem-se por exemplo à recusa em ter no teu grupo de trabalho um colega com um problema mental, ou recusar sair num grupo se esse teu colega também vai.

 

Como combater o estigma?


Todos nós podemos contribuir para a criação de uma sociedade e COMUNIDADE ESCOLAR mais inclusiva, que apoia e respeita a diversidade humana.

Pequenos passos que podem fazer a diferença:

·               Procurar compreender a complexidade da saúde e da doença mental, recorrendo a fontes credíveis de informação;

·      Respeitar a doença mental como parte da diversidade humana;

·      Partilhar a experiência da doença com outros (em quem confie).

·               Reconhecer que ter uma doença mental não é sinónimo de ser doente mental. Ter uma doença mental é apenas uma das caraterísticas da pessoa, pelo que não a define;

·               Integrar grupos de apoio dirigidos a pessoas com doença mental, facilitam a partilha, diminuem o isolamento e ajudam a desconstruir mitos e preconceitos;

·               Desafiar as atitudes estigmatizantes dos outros, como a família e amigos, ou mesmo em contextos mais alargados, ganhando voz na luta contra o estigma.

A discriminação e o estigma dificultam a procura de ajuda e a recuperação. Não hesites em procurar ajuda de um professor, dos teus pais ou de um profissional de saúde. Certamente eles serão as pessoas certas para te ouvir e ajudar.

Tu podes fazer a diferença, no teu grupo de amigos, na tua turma, na tua ESCOLA…

BIBLIOGRAFIA:

Almeida, T. P. P. de. (2015). Literacia em Saúde Mental: Conhecimentos, Estigma e Preconceito numa Amostra de Adolescentes da Região Centro de PortugaInstituto Politécnico de Viseu Instituto Politécnico de Viseu. 70.

Loureiro, L. M. (2016). Literacia em saúde mental acerca da depressão e abuso de álcool de adolescentes e jovens Portugueses. Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, 2(2), 2–11. https://doi.org/10.7342/ismt.rpics.2016.2.2.33

Pedreiro, A. (2013). Literacia em Saúde Mental de Adolescentes e Jovens sobre Depressão e Abuso de Álcool.

Rosa, A., Loureiro, L., & Sequeira, C. (2019). Literacia em saúde mental sobre depressão: Um estudo com adolescentes portugueses. Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, 21. https://doi.org/10.19131/rpesm.0236  


Sofia Manuela Condesso Quelhas, Discente do 4º Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem Saúde Mental e PsiquiatriA



quarta-feira, 18 de março de 2026

Privação do Sono



O sono é vital para todas as pessoas, mas assume particular importância na adolescência, pois desempenha um papel fundamental no desenvolvimento físico e emocional dos jovens.















Este défice de sono pode, inicialmente, ser subtil e não ser facilmente relacionado com a causa. No entanto, pode ter graves consequências…




































Webgrafia:

https://www.apsono.com/pt/noticias/noticias-do-sono/24-noticias/noticias-do-sono/498-privacao-de-sono-e-obesidade-em-adolescentes

https://www.willianrezende.com.br/efeitos-da-privacao-do-sono-durante-adolescencia/


terça-feira, 17 de março de 2026

Sono na Adolescência
























Webgrafia:

https://www.minervamedica.it/en/journals/minerva-pediatrics/article.php?cod=R15Y2017N04A0326
https://www.cuf.pt/mais-saude/sono-do-adolescente
https://www.iniciativaeducacao.org/pt/ed-on/ed-on-artigos/o-que-tira-o-sono-aos-adolescentes-o-tempo-biologico-e-o-tempo-social
https://www.psychologytoday.com/us/blog/sleep-newzzz/201701/5-relaxation-techniques-better-sleep
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK279320/



Daniela Pereira, aluna de enfermagem da Escola Superior de Saúde de Viseu sob orientação dos enfermeiros da UCC Grei- Águeda