quarta-feira, 6 de março de 2024

Infeção urinária na criança/jovem

 

A infeção urinária é causada por bactérias ou, mais raramente, por fungos que infetam qualquer tecido do trato urinário. A bactéria responsável pelo maior número de casos é a Escherichia Coliuma bactéria comum no nosso intestino. Estima-se que ela seja responsável por mais de 70% dos casos de infeção urinária.

 Infeção urinária ocorre mais em mulheres?

 A infeção urinária é mais comum em mulheres do que em homens. Estima-se que 48% das mulheres apresentam, pelo menos, um episódio de infeção urinária durante a vida. Esse fato está relacionado diretamente com a anatomia da mulher. Como a infeção urinária ocorre, normalmente, por via ascendente, a maior proximidade entre a vagina e o ânus na mulher favorece a contaminação por bactérias, que estão presentes no intestino. Desse modo, é aconselhável que se faça a higienização correta para evitar a infeção.

Classificação da infeção urinária

De acordo coma sua localização, a infeção urinária pode ser classificada em baixa ou alta.

  • Baixa: afeta somente o trato urinário baixo (bexiga e uretra). Nesse caso, temos a cistite, que afeta a bexiga, e uretrite, que afeta a uretra. Nos homens, pode haver infeção da próstata (prostatite) e do epidídimo (epididimite).
  • Alta: afeta o trato urinário alto (rins e ureteres). Nesse caso, temos a pielonefrite, que afetam o rim, e a ureterite, que afeta os ureteres.

Sintomas da infeção urinária

A infeção urinária pode ser assintomática (não apresentar sintomas) ou sintomática. Entre os sintomas mais característicos da infeção urinária, podemos citar:

·         Disúria: dor, ardor e desconforto para urinar.

·         Urgência miccional: necessidade urgente de urinar.

·         Polaquiúria: aumento da frequência urinária.

·         Nictúria: aumento da frequência urinária durante a noite.

·         Dor suprapúbica: dor na região inferior do abdómen, na região próxima à bexiga.

·         Urina turva devido à presença de pús e/ou sangue.

·         Cheiro forte na urina.

·         Febre.

 Exames para identificar a infeção urinária

Além da análise dos sintomas, o médico deverá prescrever exames para diagnosticar uma infeção urinária. Entre os exames que o médico pode solicitar, destacam-se:

·    Exame de urina: observam-se sinais que podem identificar uma infeção, como presença de células de defesa (leucócitos) e de hemácias, que podem indicar sangue na urina. Por meio desse exame, identifica-se também a presença de nitrito, que é um indicativo de infeção bacteriana.

 

·    Urocultura: é usado para confirmar a infeção urinária. Neste exame, coloca-se uma pequena quantidade de urina no meio de cultura, favorável à multiplicação das bactérias que possam estar presentes. Caso a urina contenha bactérias, elas irão crescer e formar uma colónia. Desse modo, será possível identificar que bactéria está presente na urina e qual o antibiótico que será eficaz para o tratamento. Para identificar o tipo de antibiótico, é necessário realizar o antibiograma, um exame que complementa a urocultura.

Tratamento da infeção urinária

O tratamento da infeção urinária varia de acordo com o agente causador da infeção e com o estado da pessoa. Desse modo, existem diferentes estratégias terapêuticas para tratar o problema. Como, geralmente, a infeção é causada por bactérias, o tratamento é baseado na utilização de antibióticos. Deve-se também orientar a pessoa para que a higiene pessoal seja feita adequadamente, de forma a evitar-se a ascensão de bactérias pela uretra.


Enf.ª Rosa Seabra - Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária


Webgrafia

https://escolakids.uol.com.br/ciencias/infeccao-urinaria.htm



 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Doenças Raras: Um Novo Conceito na Saúde Pública

 




Doenças raras como conceito é recente e ainda desconhecido por grande parte da população.

É impossível desenvolver apoios ao nível da saúde específicos para cada doença rara. Ou seja, não conseguimos definir que em determinada doença se procede desta forma e que na outra se procede de forma diferente. Isto acontece porque essas medidas se destinam a muito poucas pessoas e todas estas, embora tendo a mesma doença rara em alguns casos, os sintomas que apresentam podem ser diferentes. Assim, ao agrupar este tipo de doenças num conceito só, constitui uma mais valia. Uma abordagem de forma global a estas doenças permite que cada uma delas, de forma individual, saia do anonimato

O conhecimento devidamente fundamentado e científico nas áreas que afetam as doenças raras é ainda escasso. Embora a investigação nesse sentido continue a aumentar, (particularmente nas doenças que existem em maior número, ou que têm uma maior divulgação nos meios de comunicação social) apenas cerca de 1000 doenças possuem conhecimento científico mínimo. A difusão e aquisição do conhecimento nestas áreas é importante para um diagnóstico precoce e simultaneamente avanço em medidas terapêuticas que proporcionem um bem-estar de qualidade a estas pessoas.

 Em muitas situações, a divulgação destas doenças é realizada pelas associações e grupos profissionais, tendo assim um importante papel na consciencialização do público.



Grande parte das pessoas que têm doenças raras sofrem do mesmo problema: atraso e falha no diagnóstico, falta de informação acerca da doença, falta de referências para profissionais qualificados, falta de disponibilidade de cuidados com qualidade e de benefícios sociais, fraca coordenação dos cuidados de internamento e de consulta externa, autonomia reduzida, dificuldade na reintegração no meio escolar (posteriormente no mundo de trabalho) e ambientes social e familiar.

 As pessoas podem viver muitos anos sem que os sintomas sejam reconhecidos (noutros casos mesmo confundidos com sintomas de outras doenças) e tratados, encontrando-se assim em situações precárias, com cuidados de saúde deficitários. Estas situações ocorrem devido ao facto de que uma doença não diagnosticada se encontra excluída dos sistemas de cuidados de saúde e consequentemente não é tratada!!

A perceção da qualidade de vida por parte dos portadores deste tipo de doenças está diretamente ligada com a qualidade dos cuidados que estes auferem e não com a gravidade do problema em si. O que influencia todo esse plano de cuidados é o conhecimento acerca da patologia que determina tanto a rapidez com que é diagnosticada como a qualidade das coberturas médicas e sociais, daí ser tão necessário o investimento de investigação científica nestas áreas.



Existe uma grande esperança no progresso científico e terapêutico. Espera-se que desse progresso surja também uma mudança profunda. Atualmente, para as doenças raras:

• Não há um número suficiente de programas de investigação públicos

• Os medicamentos desenvolvidos para tratar pequenos números de doentes permanecem muito limitados e dispendiosos

As doenças raras, ainda mais do que as outras doenças crónicas, caracterizam-se pelo facto dos doentes e as suas famílias serem muito pró-ativos já que muitas vezes:

• Conhecem a sua doença e as suas particularidades tão bem como os profissionais

               Cuidam do seu próprio tratamento. Muitas das vezes a medicação que necessitam não é comparticipada pelo Estado tendo eles de a pagar com os seus próprios meios. Noutras situações acontece que o tratamento que necessitam não existe no seu país e têm de ir ao estrangeiro para o conseguir. Noutros casos a medicação que existe não trata a doença mas apenas diminui os efeitos que estas doenças podem ter nas limitações das pessoas.

A maior parte das organizações que surgem nestas áreas resultam da experiência adquirida pelos portadores de doenças raras e respetivas famílias que se unem, ao serem excluídos de sistemas de saúde, tendo como objetivo tomar conta da sua própria doença.

 Neste sentido, as associações são criadas de pessoas para pessoas, onde o objetivo geral de todas é de partilhar e disseminar a maior quantidade de informação possível. O seu envolvimento é de caráter fundamental, uma vez que contribuem de forma ativa para o progresso terapêutico, desde o que diz respeito a testes clínicos, como a criação de ações de sensibilização, de centros de tratamento e muitas outras áreas.

Para mais informações podes consultar alguns sites de associações, como por exemplo: https://fedra.pt/, https://www.aliancadoencasraras.org/ https://www.spdm.org.pt/links/associacoes-nacionais-de-doentes/ entre muitas outras. 

Artigo elaborado por: Vanessa Baptista 
Aluna do 4ºano Licenciatura Enfermagem - Escola Superior de Saúde de Viseu
UCC Grei Águeda

Referências :  https://apn.pt/apn/doenca-rara/

 

 

 


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Alopécia - o que é?

Vamos falar de algumas causas da queda de cabelo na infância. Assim, a queda de cabelo não é apenas um problema que afeta a população jovem ou adulta. Muitas crianças também podem ter este problema. Cerca de 3% a 8% das consultas pediátricas são para tratar da queda de cabelo na infância, que podem ter a sua origem devido a diversos fatores.

A criança que tem queda de cabelo precisa de ter os antecedentes pessoais bem explorados. É importante que os pais observem se recentemente houve algum caso de infeção, alergia a algum medicamento, mudança de hábitos, principalmente na alimentação. Após esta análise, o pai ou a mãe que identificar um comportamento de queda de cabelo recorrente na criança, o diagnóstico deverá ser feito juntamente com um profissional capacitado, através de exames próprios para o couro cabeludo. E, após isso, o início do tratamento mais adequado para resolver o problema.

Conhece agora algumas das principais causas da queda de cabelo em crianças/jovens:

Tinea capitis

A tinea capitis é identificada como uma infeção de origem fúngica. A sua ação pode ocorrer de maneira mais superficial, ocasionando manchas de textura escamosa e a perda de cabelo nas crianças. Também costumam aparecer certos pontos arredondados em determinadas áreas da cabeça, com o cabelo a ficar quebradiço na superfície do couro cabeludo. De acordo com os especialistas, o tratamento pode passar por antifúngicos orais, shampoos especiais para a contenção do fungo e também evitar a partilha de objetos que estejam em contato direto com a cabeça da criança, pois é algo contagioso.

Alopecia areata

A alopecia areata é uma condição muito comum em homens e mulheres adultos, mas que também pode afetar as crianças. É caracterizada por uma disfunção do sistema imunológico, que ataca diretamente os folículos pilosos, que pode ter origem genética ou não. Ainda não existe cura, mas os tratamentos capilares mostraram-se bastante eficazes em diversos casos.

Mesmo na criança, após o diagnóstico, o tratamento tem que ser feito de imediato, pois caso contrário, a doença pode avançar ocasionando uma alopecia universalis, que seria a perda total do cabelo e de outras áreas do corpo que fossem afetadas.

Tricotilomania

A tricotilomania é conhecida popularmente como a alteração/impulso que faz as pessoas arrancarem os seus próprios cabelos. Este tipo de comportamento na criança é ainda mais intenso, pois os fios de cabelo ainda se estão a formar, dependendo da idade. Deve-se ter especial atenção as estas situações e com a ajuda de especialistas, perceber o que está a acontecer, identificando o fator desencadeante e ajudar a criança. Por isso, é aconselhável ficar atento.


Eflúvio telógeno

eflúvio telógeno é conhecido como uma queda de cabelo com grande intensidade. Nas causas mais possíveis estão o stress, o uso de certos medicamentos, uma dieta alimentar irregular, traumas, disfunções da tiroide, entre outros. Geralmente o processo de queda do cabelo inicia-se dois a quatro meses após o efeito desencadeante.

Por isso é importante que os pais estejam sempre atentos ao comportamento de seus filhos.

Problemas nutricionais

Uma alimentação desequilibrada também pode ser o fator desencadeante da queda de cabelo na criança. Devido à falta de vitaminas como a B, H, biotina e outras que ajudam a metabolizar os hidratos de carbono, ou até mesmo o zinco que ajuda no metabolismo celular, a criança pode começar a apresentar sintomas da queda de cabelo.

Algumas alergias também podem levar à queda de cabelo na infância, como alergia a alimentos que contêm glúten, lactose ou trigo. No entanto, a queda de cabelo não costuma ser o principal sintoma de problemas como este, mas pode estar associada.

 

Desequilíbrios endócrinos

A perda de cabelo na infância pode ter origem na tiroide, e os pais precisam estar atentos a todo momento. Algumas crianças podem apresentar hipotireoidismo, uma alteração que faz com que a glândula produza uma quantidade insuficiente de hormona tiroidea, que regulam o metabolismo.

 

Dermatite seborreica

A dermatite seborreica é normalmente uma descamação bastante aparente, acompanhada de muita comichão, e que não tratada, pode avançar e originar uma queda capilar. Em casos mais leves, o tratamento pode ser feito em poucos meses, já os mais graves precisam de um acompanhamento de um especialista.


Como evitar a queda de cabelo infantil

Além das consultas realizadas pela Equipa de Saúde, para uma vigilância correta da saúde das crianças/jovens, é importante utilizar os produtos adequados para cada tipo de cabelo; estar atento à composição química dos produtos utilizados; evitar que a criança/jovem durma com o cabelo molhado; realizar a lavagem do cabelo em dias alternados.

Assim terás um cabelo saudável!

 

Enf.ª Rosa Seabra - Enfermeira Especialista em Enfermagem de saúde Comunitária

Webgrafia

https://jakbell.com.br/queda-de-cabelo-na-infancia/


Vamos falar sobre o Aborto?









































































































Se quiseres saber mais acerca do assunto "Estou grávida... e agora?" aqui no blog existem outros artigos já realizados que podem responder a outras dúvidas que possas ter em: Estou grávida... e agora? - Parte 1 e Estou grávida... e agora? - Parte 2


Elaborado por: Mariana Ministro, estudante de Enfermagem da Escola Superior de Saúde de Viseu sob orientação dos enfermeiros da UCC Grei Águeda


 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Bullying e Cyberbullying ... uma questão que precisa de ser pensada...






Para obteres mais informação sobre o BULLYING e perceberes o procedimento de denúncia, acede ao site http://www.apavparajovens.pt/pt 


Webgrafia:


https://www.mdpi.com/1660-4601/16/23/4837/htm

https://www.mdpi.com/1660-4601/16/12/2080/htm

https://www.mdpi.com/2254-9625/11/3/51/htm

https://www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt/?page_id=25026


Daniela Pereira, aluna de enfermagem da Escola Superior de Saúde de Viseu sob orientação dos enfermeiros da UCC Grei- Águeda


quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Rir…para não chorar

 

Quantas vezes já ouviste esta expressão?

Quantas vezes já riste em momentos de nervosismo/tensão? Ou em momentos de tristeza?

Pois é…especialistas acreditam que sorrir nestes momentos é, na verdade, uma maneira de negar o medo, já que tentamos convencer a nós mesmos e às pessoas ao redor que não estamos com medo de nada.





































De acordo com Sigmund Freud, o ego recusa a realidade do mundo externo e tenta obter prazer afirmando-se contra a “crueldade das circunstâncias reais”. Nesse sentido, postula Freud, o humor é libertador e enobrecedor do ego. É um mecanismo subjetivo que visa anular o sofrimento e a dor, em favor do princípio do prazer.

Nada como umas boas gargalhadas para descontrair o “espírito” e enfrentar com mais leveza as situações difíceis da vida. E isso vale para todas as áreas, especialmente no trabalho, que é onde passamos a maior parte do tempo.









































































































































Webgrafia:

https://amenteemaravilhosa.com.br/humor-diante-maus-momentos/



segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Trabalho infantil, real e atual


O trabalho infantil é um fenómeno global que viola os direitos fundamentais das crianças, prejudicando assim a sua saúde e o seu desenvolvimento mental, físico, social e moral. Para além disso, priva as crianças de frequentar a escola, pode levar a um abandono precoce da mesma, ou ainda, tenta conjugar os estudos com a carga de excessiva de trabalho.


Ao mesmo tempo que a sociedade se torna mais centrada na criança e na sua proteção, surge a noção de que as crianças têm direitos próprios e específicos, tornando moralmente condenável o trabalho infantil.

Sabias que?

Atualmente, em Portugal a admissão de um menor no trabalho, sem a escolaridade obrigatória ou sem capacidades físicas e psicológicas adequadas constitui crime!


Organizações de promoção e proteção da criança

Internacional:


Nacional:


Sabias que na sociedade atual, ainda existe trabalho infantil?

Em Portugal ainda há crianças que continuam a ser vítimas de exploração e expostas a situações de violência e pobreza, violando assim os seus direitos.

Deixamos-te agora com alguns exemplos:

    Área da representação, desporto e moda

"Ainda encontramos muitas crianças a trabalhar, sobretudo na moda, nos espetáculos e no desporto" (CNASTI)

A faixa etária predominante em situação de trabalho infantil ronda os 14 anos. No entanto, para ser permitido às crianças ingressar no mercado de trabalho, são assinados contratos entre as entidades empregadoras e os encarregados de educação com o parecer da CPCJ, através de um requerimento para autorização de atividade de crianças menores de 16 anos em artes e espetáculos.

Contudo, ainda existem áreas de preocupação que não respeitam os direitos básicos das crianças, tais como o descanso, os tempos necessários para atividades escolares, a alimentação e o tempo de lazer.


Isto está frequentemente relacionado com a participação de crianças no setor das artes e espetáculo.


Devemos ter em atenção que, ao contrário do trabalho infantil nos setores tradicionais, a nossa sociedade incentiva as crianças a participarem neste tipo de mercado, com vista à fama. Esta paixão pelos espetáculos ainda predomina na sociedade atual, sendo, as crianças, incentivadas pelos pais a participar e a trabalhar nas artes do espetáculo, na moda e no desporto.


Webgrafia:

https://www.dgert.gov.pt/wp-content/uploads/2019/04/CERT-09.pdf

https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/ainda-ha-casos-de-trabalho-infantil-em-portugal-na-moda-espetaculos-e-desporto-11001876.html

http://www.cnasti.pt/cnasti/?p=bkZQOVhEL2IzS3RCOE9IYmdSQWt4UT09&id=SEZjSUs2bHJUTWF6aDhDbVRNaDQ0Zz09&m=aHFJVTdHcTgzdTc0OUhGNHQ0ZE9TQT09


Artigo elaborado por:

Ana Murça, aluna do 4º ano de Enfermagem da ESSV sob orientação dos enfermeiros da UCC Grei Águeda.