segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Afinal, o pequeno-almoço é ou não a refeição mais importante do dia? Parte 1

Desde sempre que ouvimos dizer que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia e que deve ser rico em nutrientes, para começar o dia com energia e vitalidade.

 No entanto, ainda muitas pessoas saem de casa sem tomar o pequeno-almoço, incluindo crianças e adolescentes!



E efetivamente, são diversos os estudos que demonstram a enorme importância do pequeno-almoço, principalmente para crianças e adolescentes.

PORQUE DEVO TOMAR O PEQUENO ALMOÇO?

O pequeno-almoço é a primeira refeição realizada após um período de jejum noturno, no qual o corpo necessitou de ir às suas reservas energéticas para obter energia para se regenerar e desempenhar funções básicas. Por ser a primeira refeição do dia, assume um papel particular, uma vez que a maioria das pessoas não ingere qualquer alimento durante cerca de 8 horas, desde a última refeição do dia anterior, até ao pequeno-almoço do dia seguinte.

Esta refeição deverá assegurar o fornecimento de energia e de nutrientes, contribuindo para o correto desempenho físico e intelectual e para um bom controlo do sistema de regulação do apetite e da saciedade.

Não tomar o pequeno-almoço é prolongar esse período de jejum e de recurso às reservas energéticas, sendo este processo menos eficiente do que a obtenção da energia a partir dos alimentos. 










Como tal, o dia alimentar deve começar com um pequeno-almoço, tomado de preferência na primeira meia hora após levantar, em casa, à mesa e em família e deverá corresponder a 20 a 25% do valor energético total. 

















O fracionamento e distribuição das refeições ao longo do dia está dependente das características individuais, do estilo de vida e das rotinas diárias, pelo que qualquer intervenção deve ter em conta estes condicionalismos.

COMO DEVE SER CONSTITUÍDO O MEU PEQUENO-ALMOÇO? 

















Os hidratos de carbono fornecem energia ao organismo, e se forem acompanhados de fibra permitem ainda que esse fornecimento energético seja gradual e constante, evitando picos de glicémia e consequentemente aumento do apetite e da fome.

A fibra permite ainda uma regulação do trânsito intestinal ao longo do dia.

As gorduras também fornecem energia, e contribuem ainda para aumentar a saciedade conferida pelo pequeno-almoço; devem ser sempre gorduras insaturadas, com efeito protetor a nível cardiovascular.

A proteína é importante para aumentar também a saciedade da refeição ingerida, e para fornecer ao organismo os materiais que necessita para construir e/ou manter os seus tecidos.

As vitaminas e minerais fornecidas são essenciais para que a energia possa ser adequadamente produzida, e para as mais diversas funções básicas do organismo, desde ossos fortes e saudáveis até ao funcionamento adequado do sistema nervoso.

É importante que o pequeno-almoço contenha alimentos líquidos, ou que seja acompanhado com a ingestão de água ou chá, pois de manhã o corpo precisa igualmente de repor os níveis de hidratação. 



Eis alguns exemplos de pequenos-almoços nutricionalmente ricos e adequados















































Os alimentos incluídos no pequeno-almoço devem ser adaptados às necessidades nutricionais e gostos individuais, e devem também ter em conta doenças e/ou intolerâncias de cada indivíduo; os exemplos apresentados são apenas exemplos gerais e que devem, por isso, ser adaptados. 

Este CRONOGRAMA é apenas um guia orientador, se preferires podes alterar, por exemplo, o pequeno almoço de segunda-feira com o de quarta-feira.



































Vamos então tomar o pequeno-almoço e garantir que este se torna um hábito sempre presente na nossa vida e na dos que nos rodeiam, promovendo a saúde e bem-estar!

Deixamos-te aqui um desafio, esperamos que gostes!!


Webgrafia:

http://escolasbarquinha.pt/images/EscolaDMariaII/AnoLetivo2019_2020/Noticias/Ebook_Import%C3%A2ncia_do_Pequeno-Almo%C3%A7o.pdf

http://www.fpcardiologia.pt/a-importancia-do-pequeno-almoco/

https://life.dn.pt/o-pequeno-almoco-e-ou-nao-a-refeicao-mais-importante-do-dia-alexandra-bento/bem-estar/349105/



segunda-feira, 9 de outubro de 2023

O QUE É A SAÚDE?... E A SAÚDE MENTAL?...


 A esta pergunta tu és capaz de responder que é “a pessoa não ter doença”. A maioria das pessoas também pensa assim, mas na verdade, ter saúde não é apenas ausência de doença. Existem diferentes definições de saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define-a não só como a ausência de doença, mas como uma situação de perfeito bem-estar físico, mental e social. Esta definição serve principalmente para entenderes que a saúde tem diferentes dimensões que não só a saúde física, assim como, componentes individuas/subjetivas. Deste modo, o conceito de saúde não é igual para todas as pessoas, depende do individuo, dos contextos económicos, sociais, culturais e políticos, englobando as diferentes dimensões de modo interligado.

Se perguntarmos o que se entende por saúde mental, há ainda mais dificuldade em caracterizá-la.





Também para a saúde mental existem muitas definições sendo a mais utilizada a que a define como  “ o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere! (OMS, 2002).

Se estiveres bem do ponto de vista mental consegues:

·        Aproveitar ao máximo o teu potencial;

o   Lidar bem com a vida no dia a dia;

§ Desempenhar bem o teu papel na escola, na relação com a família e com os teus amigos.

























BIBLIOGRAFIA:

Almeida, T. P. P. de. (2015). Literacia em Saúde Mental: Conhecimentos, Estigma e Preconceito numa Amostra de Adolescentes da Região Centro de PortugaInstituto Politécnico de Viseu Instituto Politécnico de Viseu. 70.

Loureiro, L. M. (2016). Literacia em saúde mental acerca da depressão e abuso de álcool de adolescentes e jovens Portugueses. Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, 2(2), 2–11. https://doi.org/10.7342/ismt.rpics.2016.2.2.33

Pedreiro, A. (2013). Literacia em Saúde Mental de Adolescentes e Jovens sobre Depressão e Abuso de Álcool.

Rosa, A., Loureiro, L., & Sequeira, C. (2019). Literacia em saúde mental sobre depressão: Um estudo com adolescentes portugueses. Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, 21. https://doi.org/10.19131/rpesm.0236  


Sofia Manuela Condesso Quelhas, Discente do 4º Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem Saúde Mental e Psiquiatria



Saúde Visual – Porque é tão importante cuidarmos dos nossos OLHOS


A visão é um dos principais sentidos humanos, é a tua janela para o mundo exterior! É com ela que conheces o mundo e vais aprendendo sobre aquilo que te rodeia… Por isso é tão importante cuidares dos teus olhos…

De acordo com a Direção-Geral da Saúde, cerca de 40% da população portuguesa sofre de doenças oculares, desde a diminuição da acuidade visual até à cegueira.

A maioria das doenças da visão são “silenciosas”, ou seja, não manifestam sintomas até que o quadro se agrave. Por essa razão, é preciso teres consciência que a tua visão deve ser bem cuidada e avaliada com exames oftalmológicos regularmente!

Estás enganado se pensas que ir ao oftalmologista é coisa de adulto. A criança, desde bebé a adolescente, também necessita de visitas periódicas ao oftalmologista. Muitas doenças dos olhos, principalmente as que interferem diretamente na visão, iniciam desde quando as crianças são muito pequenas, ou até mesmo nascem com elas – nos casos das doenças hereditárias.

















O acompanhamento com um oftalmologista permite o diagnóstico precoce e o tratamento das doenças oculares de forma atempada!







 

O isolamento físico e social recomendado em função da pandemia de COVID-19 foi um desafio para a nossa saúde mental. A internet foi uma ótima aliada nesta fase: permitiu-nos manter informados sobre o mundo lá fora, conversamos com familiares e amigos, fazermos compras on-line, tarefas da escola à distância e ainda a usarmos como fonte de entretenimento (mais do que o habitual)!






















Então, como podes encontrar o equilíbrio?



- Define o tempo que utilizas os ecrãs, sendo esta negociação realizada com os teus pais 

- Fala com os teus pais e, em conjunto, realizem atividades em família (atividades físicas, lúdicas, ...) - nessas atividades coloquem os telemóveis guardados numa caixa (e tablets e portáteis)!!

- Participa mais nas atividades domésticas : além de puderes ajudar, vais ver que algumas são divertidas, como por exemplo, cozinhar!




























































Para prevenir a tua saúde visual, segue estas dicas, está atento aos sintomas que os teus olhos apresentam e recorre a um oftalmologista sempre que necessário. Fica de olho!

 

Webgrafia:

https://www.unimed.coop.br/web/centralrs/viver-bem/pais-e-filhos/

https://spoftalmologia.pt/