segunda-feira, 17 de abril de 2023

Sou mudo…como podes comunicar comigo?


A Mudez ou Afonia é uma deficiência que indica incapacidade total ou parcial de produzir fala.




















A mudez é muitas vezes associada à surdez, isto porque os surdos de nascença, por nunca terem ouvido, dificilmente aprenderão a falar.


Pessoa muda é aquela que não faz uso do seu aparelho fonador (conjunto de órgãos e estruturas que produzem os sons da nossa fala) para a fala ou qualquer outra manifestação vocal. O ponto é que a “Mudez" não está relacionada com a "Surdez". São minoria os surdos que também são mudos.

O fato é que qualquer surdo que tenha o seu aparelho fonador em perfeito estado, pode desenvolver a fala, embora com alguma dificuldade, sendo necessário esforço e acompanhamento especializado.

Então, a ideia de que todo surdo é mudo é mito! É importante ressaltar que mesmo que o surdo não consiga falar de forma oral, ele fala com as mãos. A linguagem de sinais é também um tipo de fala, pois é através dela que se comunicam os deficientes, sendo eles surdos, mudos ou os dois.



Assim, pensa um pouco…

… Quantos de nós sabem “dizer” uma palavra em língua gestual (LG)? Quantos de nós conseguem comunicar com uma pessoa com dificuldades auditivas? Quantos de nós sabem que existe uma língua própria para falar com essas pessoas?

Tu, em particular, consegues comunicar com eles?


A Língua Gestual Portuguesa (LGP) é uma das três línguas oficiais de Portugal, através da qual grande parte da comunidade surda e muda comunica entre si. 

















Existe a crença de que a língua gestual, é universal. Essa ideia é incorreta. Assim como as línguas orais, as línguas gestuais desenvolveram-se naturalmente, e sendo assim, cada comunidade possui a sua. Existem países com diversas línguas gestuais e em todo o mundo existem dezenas de línguas gestuais diferentes.


Assim sendo, cada país (e, por vezes, região dentro de um país, como acontece no Québec onde é usada a Língua Gestual Quebequiana ao invés da Língua Gestual Americana como no resto do país) terá a sua própria língua gestual. Por exemplo, no 
Brasil existe a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).


















































Se tiveres curiosidade ou quiseres aprender linguagem gestual, podes consultar o Dicionário de linguagem gestual (https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-gestual) ou mesmo realizar um curso!




Webgrafia

https://www.porsinal.pt/index.php?ps=artigos&idt=artc&cat=7&idart=46






quarta-feira, 5 de abril de 2023

Ginásios vs Atividades ao ar livre: qual escolher?

 

Já todos sabemos que a realização de atividade/exercício físico é importante para a nossa saúde!


No entanto, outro aspeto que devemos ter em tenção é onde o vamos realizar: no interior ou no exterior?

Dependendo muito do tipo de atividade preferida, é importante saberes os prós e contras de treinar em casa, no ginásio ou ao ar livre.


Exercício Indoor (no interior – nossa casa) 

Desde a pandemia começou a ganhar mais adeptos















Exercício Indoor (no interior – ginásio)















Exercício outdoor (ao ar livre)  

Desde a pandemia começou também a ganhar mais adeptos 














Ginásio ao ar livre

Se não gostas de estar a treinar a olhar para a parede ou de aulas de grupo lotadas numa sala fechada, fica a saber que os treinos ao ar livre com grupos e professor estão a crescer e a ganhar mais seguidores!

Nem toda a gente gosta do conceito de ginásio! É o estar-se fechado, com as outras pessoas à volta a olhar… São as aulas de grupo lotadas e a espera para usar as máquinas.

NÃO É NECESSÁRIO ir ao ginásio para estar em forma








De certeza que a pergunta que te estás a fazer … É possível ver resultados fora do ginásio?

Não é necessário ir ao ginásio de forma louca nem passar horas diárias a realizar mil e um exercícios e aulas, se se pretende aumentar a massa muscular.

É possível ver essa evolução também nos treinos ao ar livre, pois cada exercício é adaptado a cada pessoa. No entanto, tens de ter presente que esses resultados são ao ritmo de cada um!

 Conselhos para treino ao ar livre

















Apesar de ser possível praticar atividade física em qualquer lugar, é melhor fazê-lo num lugar onde nos sentimos confortáveis e seguros. Só nós próprios é que sabemos o que funciona melhor connosco, uma vez que diferentes abordagens têm resultados distintos de pessoa para pessoa. Ambos os exercícios - ao ar livre e no interior - têm as suas vantagens e desvantagens.

A decisão final depende de ti!

 

Webgrafia:

https://www.vidaativa.pt/treinar-no-ginasio-ou-ao-ar-livre/

https://observador.pt/2018/02/20/nao-gosta-de-ginasios-conheca-os-grupos-de-treino-ao-ar-livre/

https://blog.airfree.pt/exercicio-ao-ar-livre-ou-no-ginasio/

https://www.holmesplace.com/pt/pt/blog/medical/treino-indoor-vs-outdoor




terça-feira, 4 de abril de 2023

Autismo…ao vivo e a cores!


O autismo é um problema psicológico?

Não, não é! Tem início durante a gravidez, mas geralmente só é diagnosticado nos primeiros três anos de vida da criança. Existem vários graus de autismo, sendo a única forma de os descobrir, a OBSERVAÇÃO. É preciso ficar atento ao comportamento da criança, que pode desenvolver problemas relacionados com a linguagem, interação social, além de poder apresentar comportamentos repetitivos.

 

O autismo é uma doença?

Nada disso! O autismo é o resultado de um conjunto de características que afetam o comportamento da criança, prejudicando algumas das suas capacidades. 

A definição de doença tem em conta fatores como o risco de morte, a degradação física e dos órgãos internos. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) está classificado como um Transtorno de Desenvolvimento.

 

 

Os autistas são todos iguais?

Não é à toa que se diz que o autismo é um espetro – isso significa que as características variam de pessoa para pessoa. No entanto, todas elas, em menor ou maior grau estão relacionadas, com as dificuldades de comunicação e relacionamento social (por exemplo: alguns podem ter dificuldade para desenvolver a fala e outros podem ser ótimos oradores; alguns podem desenhar muito bem e outros podem ter dificuldade em segurar corretamente um lápis.

Cada autista é único exatamente como todas as outras pessoas do mundo.


O autista vive num mundo só dele

Pode realmente ser verdade que algumas crianças no espectro autista não queiram fazer amigos e não sintam falta de ter alguém por perto. Mas outros querem – mas, muitas vezes, não têm ideia do que devem fazer para desenvolver uma amizade – não nos podemos esquecer que eles convivem com as pessoas de forma diferente devido às dificuldades de linguagem e socialização. Estes obstáculos conduzem ao isolamento do autista e até mesmo à falta de interesse em interagir, parecendo pessoas tímidas e hostis.

 

Os Autistas que não falam, entendem aquilo que lhes é dito?

Mesmo parecendo ausentes e incapazes de compreender o que se passa à sua volta, muitos autistas não verbais ouvem e compreendem tudo. Atualmente, as diversas formas de comunicação alternativa permitem que eles se expressem (através de blogs, sites ou publicação de livros).

Por isso, nada de falares como se a pessoa no espectro não estivesse presente, está bem?

 

Os autistas não sentem emoções?

Outra coisa comum é ouvir que quem tem TEA é incapaz de sentir emoções, mas isso não pode estar mais longe da verdade. O autismo em si não faz com que alguém seja incapaz de sentir as emoções, mas as emoções são sentidas, percebidas e expressadas de forma diferente.


Ou não conseguem entender as emoções dos outros?

Pode realmente ser verdade que uma pessoa com TEA tenha dificuldades em entender o que outra pessoa está a sentir com base na sua expressão facial, tom de voz e linguagem corporal. Mas, se a emoção for comunicada diretamente, os autistas têm não só a capacidade de a compreender como também, sentir compaixão e empatia tanto quanto qualquer outra pessoa.

Por esse motivo, ensinar e treinar o reconhecimento das emoções é tão importante desde cedo. Uma comunicação direta, verbal, sem ironia e figuras de imagem também ajuda muito.

 

As vacinas podem causar autismo?


Essa informação é completamente falsa. Segundo a OMS, não há nenhuma comprovação científica que ligue o transtorno do espectro autista a vacinas.

 

Toda a pessoa com autismo tem movimentos repetitivos, por exemplo, de se balançar para a frente e trás?

O autismo pode manifestar-se de diversas maneiras e em graus variados, por isso é praticamente impossível encontrar duas pessoas que apresentem exatamente as mesmas características e comportamentos. Embora o movimento de balançar seja algo comum, ele não é realizado por muitas pessoas no espectro.

Existem diversos outros comportamentos que também são comuns: a dificuldade em se olhar nos olhos, a necessidade de alinhar objetos e o gosto pela observação de objetos giratórios.

 

Os autistas não conseguem olhar nos olhos de outras pessoas?

É verdade que alguns autistas não conseguem olhar nos olhos, mas isso não é verdade para todos e isso é algo muito importante de se saber, já que essa crença pode atrasar o diagnóstico e, consequentemente, a intervenção necessária. Alguns conseguem olhar nos olhos, porém não conseguem sustentar o olhar por muito tempo e outros não têm qualquer dificuldade em o realizar.

Muitos autistas sentem desconforto em olhar nos olhos porque são muitas informações ao mesmo tempo para serem codificadas, gerando desconforto, ansiedade, confusão ou stress.

 

O autista tem QI acima da média?


É verdade que alguns autistas têm alguma habilidade excecional - cerca de 10% dos autistas têm o que é chamado de Síndrome de Savant, também conhecida como síndrome da genialidade. Essas pessoas normalmente têm o QI abaixo da média, mas uma capacidade muito acentuada numa área específica como memória, cálculo, idiomas, pintura ou música, por exemplo.

 

Se a criança fala, não pode ser autista!

A linguagem é uma das áreas em que as crianças autistas geralmente têm dificuldades. No entanto, algumas desenvolvem uma linguagem avançada, ainda que limitada ao nível do número de palavras usadas, da correção ou da capacidade expressiva.

 

O autismo tem cura?

O autismo não é uma doença e, sendo assim, não podemos falar em cura. É, sim, uma condição que acompanha a pessoa durante toda a sua existência. Não significa que os desafios serão sempre os mesmos, mas algumas dificuldades ou limitações existirão sempre.

Com a chegada à idade adulta, um autista precisa de ajuda para gerir a sua experiência laboral e a sua autonomia pessoal e social. Alguns fármacos, porém, podem ser úteis para combater certas co morbilidades/sintomas frequentemente associados ao autismo, como a hiperatividade, a agressividade e a obsessão.

Webgrafia

https://apaebh.org.br/noticias/mitos-do-autismo-saiba-o-que-e-verdade-e-o-que-nao-e/