sábado, 9 de março de 2019

RIM...




A alimentação pode influenciar na saúde dos rins. VERDADE


O consumo excessivo de sal ou açúcar pode levar ao desenvolvimento de hipertensão ou diabetes, dois dos principais fatores que colocam em risco a saúde dos rins. Do mesmo modo, o consumo exagerado de proteínas (ex: carne vermelha) ou a baixa ingestão de água pode sobrecarregar o órgão, dado que os filtros renais são obrigados a realizar um esforço extra. A baixa ingestão de frutas, grãos e cálcio pode prejudicar igualmente os rins. 

Alimentos ricos em cálcio causam pedra nos rins. MITO
Os cálculos renais ("pedra nos rins") têm cálcio na sua formação, porém não é recomendado diminuir a ingestão de cálcio visando evitar os cálculos. Isso porque o cálcio é muito importante para o organismo e, quando a sua ingestão é insuficiente, o organismo recorre aos stocks encontrados nos ossos, o que pode levar à osteoporose. 

Sal em excesso colabora para a formação de cálculos renais. VERDADE
O que causa a acumuluação de cálcio no organismo e, consequentemente, as "pedras nos rins", é na verdade o consumo excessivo de sal. 
O excesso de sal leva ao aumento da excreção do mesmo pelos rins e a uma maior perda urinária de cálcio, favorecendo a formação de novos cálculos, especialmente se a pessoa não ingerir água suficiente.
Além disso, o consumo excessivo de sal pode levar à hipertensão, condição que também prejudica a saúde dos rins.

A ingestão de líquidos é importante para evitar a formação de cálculos renais. VERDADE
A ingestão de líquidos, principalmente água, conduz à diluição de sais na urina. A ingestão de líquidos deve ser ao longo de todo o dia e mesmo antes de dormir, devendo ser adequada para propiciar uma eliminação urinária de, pelo menos dois litros por dia.É importante ir bebendo ao longo do dia para evitar que o filtrado renal seja muito concentrado. Ou seja, se se passa muito tempo sem ingerir líquidos, o rim vai ser obrigado a realizar a filtragem mesmo sem ter um bom nível de líquido para o fazer - o que pode resultar numa maior passagem de iões, cálcio, que favorecem a formação dos cálculos renais.

Beber muito antes de ir para a cama sobrecarrega os rins. MITO


Regra geral, urinar mais vezes do que o costume durante a noite é um sinal de que os rins estão a funcionar pior e não de que se bebeu demais - este é um dos sinais de insuficiência renal e/ou patologia prostática.

Há chás que ajudam a eliminar ou combater as pedras nos rins.  Parcialmente VERDADE
A litíase renal (presença de cálculos renais) e as cólicas renais são frequentes em pessoas que passam longos períodos sem beber, que têm tendência para ter infeções urinárias frequentes. Neste sentido, os chás e "mezinhas" podem ter algum efeito na saúde do rim, apenas porque fazem com que a pessoa aumente a ingestão de líquidos - o que estabiliza o desenvolvimento dos cálculos.


Presença de sangue na urina pode indicar problema nos rins.VERDADE 

A presença de sangue na urina (hematúria) pode ser decorrente de doença renal ou outra patologia nas vias urinárias como cálculos, tumores e infeções".



Urina espumosa é sinal de alguma doença. VERDADE
Quando a urina está mais espumosa do que o normal, pode ser um sinal de perda de quantidades relevantes de proteínas na urina (proteinúria). A função dos rins é excretar na urina, as substâncias do sangue que estão em excesso, que são tóxicas ou que não nos tenham utilidade. As proteínas não se encaixam em nenhuma dessas três condições. Portanto, um rim que deixa passar proteínas para a urina é um rim que não está a funcionar adequadamente.


Anti-inflamatórios, antibióticos e analgésicos podem prejudicar os rins. VERDADE
O uso prolongado ou em excesso destes medicamentos pode, sim, prejudicar os rins - podem acarretar insuficiência renal, tanto aguda quanto crónica, muitas vezes de carácter irreversível, ou seja, sem possibilidade de recuperação da função renal e com necessidade de tratamento.

O comprometimento da função renal pode causar anemia. VERDADE


O rim produz uma hormona chamada eritropoietina, que é a substância responsável por estimular a medula óssea a produzir sangue. Em fases avançadas da insuficiência renal crónica é muito comum a presença de anemia, devido à deficiência na produção renal de eritropoietina.




A cor da urina pode indicar problema nos rins. VERDADE 

A mudança na cor, e também no volume, na frequência e até no odor na urina, são uns dos primeiros sinais de que algo não vai bem não só nos rins, mas em qualquer local do trato urinário. Por exemplo, a urina mais avermelhada pode ser sinal de hematúrias (presença de sangue na urina), que pode indicar doença renal inflamatória, tumores, cálculos etc. Quando a urina está mais amarelada (concentrada) pode significar falta de ingestão de líquidos.

Hipertensão arterial e diabetes são fatores de risco para doença nos rins. VERDADE


A hipertensão está associada à isquémia renal e a diabetes está associada à diminuição da função dos rins, podendo conduzir à doença renal crónica (estas são as principais causas) irreversível e com necessidade de diálise".






Problemas nos rins causam dor nas costas. 
MITO
A dor nas costas não deve ser considerada um sinal de problema nos rins, dado que a maioria das doenças renais não causa dor nas costas. Geralmente, essa dor é causada por outros problemas, como problemas osteoarticulares da coluna. Os problemas nos rins são habitualmente acompanhados por alterações na coloração da urina, febre, inchaços e pressão arterial elevada.

Problemas nos rins podem causar cansaço e perda do apetite. VERDADE
Quando os rins não estão a funcionar bem, a pessoa pode perder o apetite e se sentir mais cansada do que o normal. O problema é que esses sintomas só costumam surgir em fases muito avançadas da doença renal, quando o único tratamento possível é a hemodiálise.


O calor aumenta o risco de desenvolver pedra nos rins. VERDADE



O calor intenso e a falta de ingestão de líquidos podem favorecer o surgimento de pedras renais. Além disso, a pessoa transpira muito, elimenando líquido por outras vias que não a urinária. 






Bibliografia:
https://noticias.uol.com.br/saude/album/2014/02/10/descubra-alguns-mitos-e-verdades-sobre-os-rins.htm#fotoNav=20
ttps://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/553015/mitos-associados-a-saude-dos-rins

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

SER ADOLESCENTE COM CANCRO/CONHECER ADOLESCENTE COM CANCRO...


Quando um adolescente é diagnosticado com cancro, parece que o mundo pára de girar e é invadido por um sentimento de impotência quase intolerável. A sua vida vai virar-se de pernas para o ar!



Conheces algum? Tens algum na família? Pois bem..

Este adolescente nunca precisou tanto de ti. Tão ou mais importante do que conhecer o diagnóstico/prognóstico e tudo inerente à doença, é demonstrar que toda a tua atenção está virada para ele e não para a doença. Embora difícil, é preciso agir, dar um sentido às coisas, não perguntar por que motivo isto acontece, mas o que se pode fazer com o que acontece!

É natural que te preocupes com o impacto da doença nas suas atividades, como a escola, o desporto e o relacionamento com os amigos. Ficas igualmente preocupado com a sua aparência e com a forma como ele vai ter de lidar com os outros (resultante da própria doença e dos efeitos secundários do tratamento).


Assim, é importante falar honestamente e abertamente sobre tudo isto!

Se o adolescente com cancro...

For um amigo teu: 
- o cancro não é contagioso, mas ele poderá ver-se de um momento para o outro sem amigos, porque estes não entendem a situação e todas as transformações que sofre. O ideal é evitar que tal aconteça, mas se se verificar, incentiva-o a fazer novas amizades, pois ele precisa de conviver com outros da sua idade. Se puder continuar na escola ótimo, senão deve-se procurar atividades alternativas para o manter ativo.

For o teu irmão/irmã: 
- Quando souberes, o primeiro pensamento que te vem à cabeça poderá ser “Por que aconteceu a ele e não a mim?”  e sentires culpa por ele estar doente ou frustração por seres incapaz de resolver a situação. É importante perceberes que esses sentimentos são normais, é a tua forma de reagir!

- Podes igualmente sentir:
• Tristeza pela doença do teu irmão e pelas alterações na vida familiar; 
• Medo de seres o responsável pelo cancro dele;  
• Raiva dos teus pais ou do irmão que tem cancro por já não terem tempo para ti; 
• Ciúmes do teu irmão, por se ter tornado o centro das atenções e ressentimento por este não ser obrigado a realizar determinadas tarefas (ex.: ir à escola ou fazer os trabalhos de casa); 
• Solidão, devido à menor disponibilidade dos teus pais e do teu irmão para estar contigo; 
Para além disso, precisas de saber que:
👫ninguém é culpado e que o cancro não é contagioso
👫pensa e conversa com os teus pais para ver se estás  preparado para a situação, pois precisas de tempo para processar todos os sentimentos que surgem durante a conversa 
- A comunicação e a entreajuda nunca foram tão importantes. Se se evitarem uns aos outros, inventando desculpas para não falarem do assunto, vai gerar-se uma bola de neve que pode tomar proporções caóticas. Devem falar abertamente sobre o que se está a passar, mesmo que isso custe! 
👫faz todas as perguntas que considerares importantes e que te ajudem a lidar melhor com a situação:
-  mudanças que irão ocorrer, mas o que se vai manter igual (por exemplo, continuarem a levar-te ou buscar-te à escola, ..)

👫se considerares necessário e que te ajude, podes pesquisar  informação e falar com os teus pais sobre esta

👫rir é sempre um bom remédio, podendo também constituir uma forma de aliviar o stress (tanto para ti como para a tua família)


👫partilha/desabafa com os teus os teus pais/família ou outros amigos/adultos da tua confiança todo o tipo de sentimentos (positivos e/ou negativos). 
- no entanto, se considerares que não estás a lidar com a situação como querias (o que é perfeitamente normal), fala com os teus pais e pede a ajuda de um profissional


Os grupos de apoio são igualmente um apoio excecional, porque ali todos sabem exatamente o que está a passar. Uma dessas instituições que presta, entre outros apoios, suporte emocional é a ACREDITAR (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro - http://www.acreditar.org.pt).


Procura-os!

Bibliografia:
http://www.acreditar.org.pt/
http://cuidamos.com/artigos/cuidar-crianca-com-cancro-agora
https://observador.pt/opiniao/dia-internacional-da-crianca-com-cancro/

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Namorar....mito ou realidade?








As Crises de Ciúme são uma manifestação de amor!





O sentimento de posse significa proteção!














Estar sempre a mandar mensagens, mesmo quando sabe que estás nas aulas, é sinal de que te ama muito! 













O/a namorado/a deve estar à frente da família e amigos!

















As vítimas de violência não acabam com a relação porque gostam de sofrer! 













Os adolescentes mantém as relações de namoro por várias e complexas razões, nunca por gostarem de ser abusados. Ninguém se mantém numa relação de abuso porque gosta, e sair duma relação violenta pode ser um processo muito difícil.

A violência sexual no namoro inclui tentativa de violação, mas também beijos, apalpões e qualquer outro tipo de contacto a nível sexual não desejado! 












Quanto mais me bates, mais eu gosto de ti! 













Os rapazes/raparigas que agem dessa forma estão a usar a violência para controlar a/o namorada/o. Gostar de alguém quer dizer respeitar a pessoa não a agredir. Qualquer acto de agressão, é violência; o mesmo sucede com violência emocional. Mesmo as formas aparentemente “menores” de violência podem ter consequências muito negativas.


A ideia de "amor romântico" pode fazer com que não vejas o que se está a passar de errado na tua relação! 


Quando se gosta realmente de alguém, deve fazer-se tudo o que a pessoa quer!





Quais as diferenças entre relações SAUDÁVEIS

VS relações VIOLENTAS?


Relações Saudáveis
Igualdade– Os namorados partilham decisões e responsabilidades. Conversam sobre os respetivos papéis para garantir que são justos e equivalentes.
Honestidade– Os namorados partilham os seus sonhos, medos e preocupações. Contam um ao outro como se sentem e partilham informações importantes.
Segurança física- Os namorados sentem-se seguros fisicamente na relação e respeitam o espaço do outro.
Respeito– Os namorados tratam o outro como gostavam de ser tratados e aceitam as suas opiniões, amigos e interesses. Ouvem o que cada um tem de dizer.
Respeito Sexual– Os namorados  nunca forçam a atividade sexual ou insistem com o outro para que fala algo com que sente desconfortável.

Conforto– Os namorados sentem-se seguros na relação e respeitam as diferenças do outro. Reconhecem quando estão errados e não tem medo de dizer “ Desculpa”. Os namorados podem ser “ eles próprios” na relação.
Independência– Nenhum dos namorados é dependente do outro em termos de identidade,  mantêm amigos fora da relação. Qualquer um dos namorados tem direito de terminar a relação.
Humor– A relação é agradável para ambos os namorados. Os namorados riem e divertem-se.

Relações com Violência
Controlo– Um dos namorados  toma todas as decisões e diz ao outro o que deve fazer, o que deve vestir ou com quem conviver.
Desonestidade– Um dos namorados mente, esconde informação ou rouba o outro.
Abuso físico– Um dos namorados usa a força para conseguir aquilo que quer (exemplo: bater, agarrar e empurrar).
Desrespeito–  Um dos namorados troça das opiniões e interesses do outro. Pode ainda destruir coisas que pertençam ao outro.
Intimidação– Um dos namorados tenta controlar todos os aspetos da vida do outro.  Pode tentar manter o namorado  afastado dos amigos e da família ou ameaçar com violência física ou com o fim da relação.
Abuso sexual– Um dos namorados  pressiona ou força o outro para a atividade sexual contra a sua vontade ou sem o seu consentimento.
Dependência– Um dos namorados sente que “ não consegue viver “ sem o outro, podendo ameaçar que vai fazer algo drástico caso a relação termine.
Hostilidade– Um dos namorados  pode “ andar em pezinhos de lã” para não irritar o outro, pois sente-se hostilizado por ele

A violência no namoro não é um problema privado!!




Bibliografia:https://violencianonamoro.wordpress.com