terça-feira, 19 de maio de 2026

Dia Nacional de Luta contra a Obesidade

 

Em Portugal, o dia 23 de maio é assinalado como o Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade.

A obesidade é uma doença que se caracteriza por um excesso de gordura corporal. Trata-se de uma doença crónica, o que significa que dura muito tempo e pode mesmo ser para a vida toda. Como outras doenças crónicas, a obesidade pode ser estabilizada durante algum tempo e ter períodos de agravamento (crises), o que exige monitorização regular.

A obesidade tem como causa vários fatores que se combinam: os nossos genes (o que herdamos da família), os nossos hábitos (como comemos e nos mexemos), o ambiente à nossa volta e até questões sociais.

Quando alguém tem obesidade, o risco de desenvolver outras doenças aumenta.

Nos mais novos, a situação também é preocupante. Em 2022, quase 1 em cada 3 crianças entre os 6 e os 8 anos tinha excesso de peso, e uma parte dessas crianças já vivia com obesidade. Isto mostra que é um problema importante desde cedo.

Além disso, ao longo dos anos, o impacto do excesso de peso tem aumentado. Entre 2000 e 2021:

  • as mortes relacionadas com o excesso de peso aumentaram
  • e também aumentaram os anos de vida vividos com problemas de saúde (perda de anos de vida saudáveis)

Atualmente, o excesso de peso está ligado a uma parte significativa das mortes e doenças em Portugal.

Como medir a obesidade?

Para avaliar a obesidade é preciso saber o peso e a estatura. A medição do peso deve ser realizada com a pessoa descalça e em roupa interior, preferencialmente de manhã, depois de ir à casa de banho. A relação entre peso (em quilogramas) e a estatura (em metros) permite obter o Índice de Massa Corporal (IMC). 








Em crianças e adolescentes, o valor de IMC deve ser posicionado na Tabela de Percentis como a que consta no Boletim de Saúde Infantil e Juvenil, para obter o estado nutricional.







Para além do cálculo do IMC, é útil avaliar o perímetro da cintura, pois é um indicador mais fiável da distribuição da gordura visceral e, por isso, um bom determinante do risco de doenças cardiovasculares.

A primeira linha no tratamento não cirúrgico da obesidade inclui 3 grandes pilares:

·         aprender a ter uma alimentação mais saudável, adaptada a cada pessoa;

·         praticar atividade física de forma regular e adequada à idade;

·         trabalhar a parte emocional e comportamental, para ajudar a manter hábitos saudáveis.

No caso das crianças e adolescentes, é muito importante que estas mudanças aconteçam com o apoio da família. Comer melhor, mexer mais e ter rotinas saudáveis é mais fácil quando todos em casa participam.

Em resumo:








Referências bibliográficas

Portugal. Ministério da Saúde. Direção-Geral da Saúde. PERCURSO DE CUIDADOS INTEGRADOS PARA A PESSOA COM OBESIDADE Lisboa: Direção-Geral da Saúde, (2025).

Portugal. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e outro. Guia de Avaliação do Estado Nutricional Infantil e Juvenil/ Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Direção-Geral da Saúde. Ana Rito, João Breda, Isabel do Carmo coords. Lisboa: INSA_IP, 2011.  

Artigo elaborado por Liliane Costa - Nutricionista Especialista em Nutrição Comunitária e Saúde Pública do Centro de Saúde de Águeda




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