Já sabes que...
A adolescência é uma fase de mudança, neste período que os
adolescentes definem o seu estilo de vida próprio. Nesta transição, os
adolescentes estão expostos a fases de risco, inadaptação e provação. (Cristina,
Alves, & Perelman, 2016)
Esta etapa da vida é intensa e pode implicar que te sintas
estranho contigo e com os que te rodeiam. Por vezes sentes-te adulto e
tratam-te como criança, outras vezes sentes saudades de quando não tinhas
tantas responsabilidades.
A depressão afeta milhões de pessoas atualmente. Em 2017, a
Organização Mundial da Saúde regista um total de pessoas com depressão em mais
de 300 milhões.
Na adolescência a taxa de prevalência situa-se entre 3% e 9%
e uma prevalência cumulativa de 20% até ao final da adolescência (Santos, Simões, & Marques, 2012) . Pelo menos 20% dos
jovens vão experienciar episódios recorrentes da perturbação ou desenvolver
depressão crónica (Santos, Simões, & Marques,
2012) .
A detecção precoce e o seu correto encaminhamento para um
profissional de saúde vai permitir diminuir as repercussões da doença na
pessoa.
Anatomia da Depressão
Quando dispomos de uma boa saúde
mental é mais fácil sentirmo-nos bem. Damos uma resposta positiva a desafios e
exigências. Este estado permite-nos desempenhar os papéis que esperam de nós,
nomeadamente, estudar, relacionar-se com a família e com os amigos.
Quando ficamos deprimidos, estamos envolvidos numa avalanche
de sentimentos, pensamentos,
sensações físicas e de comportamento. Este transtorno pode resultar de uma
perda, separação, rejeição, humilhação, pressão., medo. Estes transtornos estão
a tornar-nos atentos que alguma coisa não está bem. No entanto, podem
prologar-se no tempo e abri caminho à depressão.
A depressão caracteriza-se por tristeza, perda de interesse
ou prazer, sentimentos de culpa ou de autoestima baixa, perturbações do sono ou
do apetite, sensação de cansaço e baixo nível de concentração. (Carvalho,
2016)
A depressão pode ser duradoura ou recorrente, prejudicando
substancialmente a capacidade de uma pessoa funcionar no trabalho ou na escola
ou lidar com a vida diária. Na sua forma mais grave, a depressão pode levar ao
suicídio. (Carvalho, 2016)
A depressão afeta o corpo, leva rapidamente a uma
desregulação da alimentação, sono e energia, está relacionado com o mecanismo
hormonal, os neurotransmissores.
A depressão apenas pode ser
diagnosticada por profissionais especializados (ex.: médicos de família e
psiquiatras). Esta caracteriza-se, tal como outras doenças, por um conjunto de
sinais e sintomas. Deves estar atento a ambos, reconhecendo-os em ti ou nos
outros. Estes sinais são um alerta que algo se passa de errado ou de que algo
não está bem. (Felizmente)
O que podes fazer?
Não somos culpados de nos sentirmos tristes, sem nos darmos
conta somos arrastados para uma espiral descendente. Temos uma capacidade de
adaptação que nos permite sair desta espiral descendente (Williams, Teasdale, Segal, & Kabat-Zinn, 2016)
Onde pedir ajuda?
Existem profissionais que podem ajudar. Procura ajuda junto
do teu Centro de Saúde, na pessoa da Enf. Carmen, através do projeto +contigo,
na escola, junto da tua família. Podes enviar e-mail para ucc.agueda@csagueda.min-saude.pt.
O projeto + Contigo tem como população-alvo alunos do 3º ciclo do
ensino básico e do ensino secundário da região Centro. Tem como finalidade a
prevenção do suicídio, mediante a promoção da auto-estima e da resiliência
psicossocial e a prevenção de comportamentos de risco associados.
Como noutros
campos, a sociedade civil tem-se organizado e criado entidades de apoio, das
quais referenciamos algumas:
·
Linha SOS Voz Amiga, mais
conhecida pelo “Telefone SOS”, disponível diariamente das 16h às 24h, através
dos telefones 213 544 545 /
912 802 669 / 963 524 660 ou pelo facebook;
https://pt-pt.facebook.com/SOS-VOZ-AMIGA-321088290699/
·
SOS Estudante, das 20 à
1h, pelo telefone 239 484 020
Em caso de crise emocional aguda, existe também o
recurso a:
·
Linha Saúde 24, disponível
em permanência através do 808 24 24 ou do site
http://www.saude24.pt/PresentationLayer/home_00.aspx
Referências
Carvalho, Á. (2016). DEPRESSÃO E OUTRAS
PERTURBAÇÕES MENTAIS COMUNS - ENQUADRAMENTO GLOBAL E NACIONAL E REFERÊNCIA DE
RECURSO EM CASOS EMERGENTES1.
Cristina, A., Alves, J., & Perelman, J. (2016).
Desigualdades socioeconómicas no tabagismo. Revista Portuguesa de Saúde
Pública, 69-76.
Felizmente. (s.d.). Felizmente. Obtido em 07 de
2018, de Felizmente: https://felizmente.esenfc.pt/felizmente/
Sampaio, F. (2018). Intervenção de enfermagem na
ansiedade. XXIX Jornadas de Enfermagem “Saúde Mental e Psiquiatria”.
Viseu.
Santos, M. E., Simões, R., & Marques, L. (2012).
Prevenção da depressão. Revista Referência.
Williams, M., Teasdale, J., Segal, Z., &
Kabat-Zinn, J. (2016). Mindfulness Contra a Depressão. Lisboa: Climepsi
Editores.
Andreia Cristina e Bárbara Guerra, Alunas Pós Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica da Escola Superior de Saúde de Viseu
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