Uma Infeção Sexualmente Transmissível (IST) é uma infeção adquirida através de um contacto íntimo, isto é, por via sexual, ou ainda pelo contacto com outras mucosas de uma pessoa infetada.

Existem atualmente cerca de 30 diferentes tipos de IST, consoante o microrganismo que está por detrás da etiologia. Estas infeções, caso não sejam tratadas, podem conduzir a infeções crónicas e outros problemas de saúde graves.

A ocorrência de uma relação sexual desprotegida (sem uso do preservativo) pode conduzir a uma gravidez indesejada no caso de uma relação heterossexual, mas também à transmissão e aquisição de uma IST, se ocorrer com uma pessoa infetada.
Atualmente, a IST designa-se por DST (Doença Sexualmente Transmissível).
Hoje e em Portugal, à semelhança do que acontece na Europa e no mundo, podemos considerar que os indivíduos infetados com DST são cada vez mais heterogéneos, sendo os adolescentes e adultos jovens dos grupos mais afetados.
Um estudo do programa Olá Jovem, com adolescentes e jovens adultos da zona suburbana de Lisboa, revelou a presença de uma DST em 100 dos 227 jovens analisados que (44%) já tinham tido relações sexuais desprotegidas, sendo que a clamídia era a DST mais frequente, seguida da gonorreia e da hepatite B.
1. Clamídia

Esta bactéria transmite-se através de sexo desprotegido com uma pessoa infetada, mas também da mãe para o filho na altura do parto. Frequentemente assintomática, não apresenta sintomas em 70% - 75% das infeções femininas, e 10 a 25% dos casos masculinos, dificultando a procura de cuidados de saúde e cura.
Todavia, existindo sintomas, estes tendem a manifestar-se entre uma a três semanas após a exposição ao agente e ocorrem na zona exposta – trato urogenital, garganta e recto.
2. Gonorreia
A infecção por N. gonorrhoeae é extremamente frequente entre os jovens europeus com menos de 25 anos, abrangendo metade das novas infeções e sendo ligeiramente superior nos homens.
A transmissão ocorre através de sexo desprotegido com uma pessoa infetada e durante o parto. Tal como a clamídia, esta é uma infeção na maioria das vezes, assintomática - 50 a 80% dos homens não apresenta sintomas, assim como 70 a 90% das mulheres.
A infeção retal, apesar de normalmente também não apresentar sintomas em ambos os sexos, caracteriza-se por corrimento, prurido anal, dor e sangramento.

3. Sífilis
Na Europa, a faixa etária entre os 15 e os 24 anos apresenta 18% dos casos de sífilis, isto é, 6,5 novos casos por cada 100.000 jovens. Esta DST tende a ser mais frequente nos homens do que nas mulheres, apresentando maior incidência entre os 25 e os 44 anos; contudo, dentro das mulheres, é nas mais jovens (15-24 anos) que se atinge o pico de incidência.

Sendo na maioria dos casos assintomática, os sintomas da sífilis surgem 10 a 90 dias após a infeção e atravessam três estados – a primeira fase de infeção, a segunda e a terceira ou estado de latência.
4. DST DE ORIGEM VIRAL
A infeção por HIV pode causar SIDA;
A infeção por HSV-1 ou
HSV-2 é responsável pelo aparecimento de herpes genital;
A hepatite B é causada pelo vírus HBV.
De notar que não há tratamento para as DST
de origem viral, pelo que a aposta na prevenção/vacinação é essencial.
a) Herpes genital
Atualmente, a infeção por herpes genital atinge um número desconhecido de jovens portugueses. Este é causado pelos vírus HSV-1 e HSV-2, o primeiro mais associado a vesículas na boca e lábios, surtos esporádicos e menos graves, enquanto a infecção por HSV-2 é mais grave, com surtos mais curtos e frequentes.

b) Infeção por HPV, condilomas e cancro do colo do útero
A infeção genital por HPV é uma das DST mais frequentes, atingindo especialmente os jovens (15-24 anos). A transmissão ocorre normalmente durante a relação sexual desprotegida com uma pessoa infetada. Neste sentido, os locais de infeção são predominantemente os órgãos genitais, mas também a boca e a garganta.

Existe no Plano Nacional de Vacinação (PNV) a vacinação para o cancro do colo do útero.
c) Hepatite B
A vacina contra a hepatite B existe no PNV português desde 2000, com uma eficácia superior a 95%. Podendo ser aguda ou crónica, o seu diagnóstico é difícil, e são os jovens com idade inferior a 25 anos, os segundos mais atingidos, em especial os rapazes.

Nota: A hepatite C também é transmitida pelo sangue e seus derivados, ou seja: múltiplas transfusões de sangue, partilha de seringas, etc. A via sexual também pode ser uma forma de transmissão, mas em muito menor grau que a hepatite B.
5. DST DE ORIGEM PARASITÁRIA
a) Tricomoníase

O MAIS IMPORTANTE É PREVENIR, PARA QUE AS DST NÃO OCORRAM.
PARA ISSO DEVES...

- Usar o preservativo
- Praticar a relação sexual de forma consciente e voluntária, conhecendo o(a) teu(tua) parceiro (a)
- Procurar ajuda, ao mínimo sinal de mudança no teu corpo ou sintoma preocupante
Bibliografia:
https://run.unl.pt/.../RUN%20-%20Dissertação%20de%20Mestrado%20-%20Sancha%...
https://www.indice.eu/pt/toda-a-saude/saude-humana/dst-doencas-sexualmente-transmissiveis
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