sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Solidariedade na Pandemia!


Como sabes…a SOLIDARIEDADE é uma forma da sociedade participar nas mudanças que necessitam de ser realizadas

Se cada um fizer a sua parte, por menor que ela seja, podemos juntos ajudar a reduzir as dificuldades e criar uma sociedade mais justa e segura para todos.

 

Também já sabes que…SER SOLIDÁRIO não exige um grande esforço. Ao contrário, qualquer ato conta, e muito.

 

Nunca foi tão importante SER SOLIDÁRIO, como nos dias de hoje, em que enfrentamos uma PANDEMIA!!

 

A Covid-19 deixou Portugal enclausurado em casa e praticamente parado. No entanto, esta “batalha” que todos nós enfrentamos, deu força para que a SOLIDARIEDADE da sociedade se manifestasse sob as mais diversas formas, quer para proteger os grupos de risco, quer com iniciativas de apoio ao país ou aos profissionais.

Movimentos sociais, empresas, autarquias, instituições culturais, desportivas ou religiosas, e até cidadãos a título individual mobilizaram-se… tornando-se VOLUNTÁRIOS, fazendo assim a diferença para muitos!

 

Exemplos de Solidariedade

Movimento cívico

'SOS.COVID19.PORTUGAL'  - 'crowdfunding' que angariou dinheiro  em donativos, permitindo a distribuição de  máscaras cirúrgicas, máscaras FFP2 e viseiras por diferentes hospitais

 

Cruz Vermelha Portuguesa 

Movimento '#EuApoioQuemAjuda', destinado ao financiamento de meios para o desenvolvimento de iniciativas, projetos e operações para prevenção e controlo da pandemia

 

Fundação Calouste Gulbenkian 

Criação de fundo de emergência

Fundação Centro Cultural de Belém 

 

Partilha online de concertos, conferências e outras atividades

Banco Alimentar 

Rede de Emergência Alimentar (outro grupo também vulnerável ao coronavírus é a população em situação de rua, que sofre com fome e ausência de opções para manter a higiene)

 

Dioceses e hotéis

Disponibilização de camas

Instituições universitárias 

Cedência de material para o combate ao SARS-CoV-2

 

Empresas

Iniciativas solidárias, como doações de material médico (Galp, Mota-Engil ou EDP) e reconversões originais dos meios de produção, o grupo Super Bock ou as destilarias Levira e Black Pig, (reconverteram o álcool da produção de cerveja e gin para dezenas de milhares de litros de solução desinfetante para diversas unidades hospitalares)

 

Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel e projeto 'Air4All' 

Desenvolvimento de protótipos de ventilador pulmonar

 

Grupo de costureiras e informáticos da região de Torres Vedras 

União de esforços para confecionar máscaras e produzir viseiras em impressoras 3D

 

Cidadãos a título individual  

Técnico de equipamentos de laboratório que, com o apoio de médicos e através de materiais simples, elaborou um sistema pneumático para atuação automática de um ressuscitador manual, com o objetivo de ajudar a libertar ventiladores hospitalares para situações mais críticas de dificuldade respiratória; criação de listas com nomes e contatos de voluntários (vizinhos, familiares, profissionais) para serem acionados por pessoas do grupo de risco quando precisarem fazer algum serviço na rua 

 

Futebol 

Cristiano Ronaldo doou unidades de cuidados intensivos; o presidente do Sporting (médico e ex-miliar) regressou ao serviço como voluntário; o Benfica doou dinheiro para material para o SNS e o FC Porto colocou o pavilhão Dragão Arena à disposição das autoridades de saúde para eventual hospital de campanha

 

Autarquias  

Pagamento de medicamentos e refeições a famílias carenciadas; criação de  aulas online de exercício físico contra o sedentarismo, entre muitos outros exemplos

 


As ações solidárias surgem como um mecanismo de minimizar os danos diante da fragilidade humana e de se reconhecer no lugar do outro. 


Neste momento de combate ao novo coronavírus, a solidariedade tornou-se uma das principais armas contra a pandemia!

 

                                                  Solidariedade na Pandemia em Portugal

Bibliografia

https://www.noticiasaominuto.com/pais/1446593/em-tempos-de-pandemia-sociedade-civil-responde-com-solidariedade

https://saude.abril.com.br/bem-estar/a-solidariedade-se-multiplica-durante-a-pandemia-de-covid-19/



quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

“O Alergias”

 

De certeza que conheces alguém ou tu mesmo, tens algum tipo de alergia, que se desencadeia com alguma estação do ano, algum alimento ou outra substância? E lidar com uma alergia, mesmo estando controlada com medicação ou aparecendo sazonalmente, é mesmo muito chato!! 

É chato andar sempre a espirrar, ficar com o nariz vermelho, com comichão e outros sintomas mais.. 

Agora imagina, se existisse alguém com inúmeras alergias a múltiplos elementos? Pois bem, esse alguém existe e chama-se Salvador!


O Salvador é uma criança pequena, que tem até agora diagnosticadas 72 alergias alimentares! Leste bem…72 alergias, sendo a principal alergia à proteína do leite de vaca. Algumas delas são muito severas e com risco de vida (choque anafilático e paragem cardíaca). 

A alergia à proteína do leite de vaca surgiu logo aos 5 dias de vida, quando estava a ser amamentado - ficava com manchas, irritado, entupido. Comer fazia-lhe mal!!

 


 

Só para teres uma ideia…

O Salvador não pode estar num local onde tenha havido proteína do leite, pois faz reação alérgica à mesma, por inalação, ingestão ou contacto 

 

Ou seja, um toque ou um simples beijo pode colocar em causa a vida do Salvador. O tocar num brinquedo que outra criança tenha na mão, depois de comer um iogurte ou uma bolacha, é suficiente para um choque anafilático!

Por isso se torna tão complicado sair à rua, estar com outras crianças e/ou adultos e frequentar a pré-escola…

Este facto faz com que Salvador apenas possa beber um tipo de leite específico vendido em lata e que a caneta de adrenalina seja a única coisa que lhe salva a vida em caso de emergência!!

 

Mas esta é apenas uma alergia de muitas outras…frutos de casca rija, frutos vermelhos (morangos e amoras), citrinos, banana, ovos, trigo, soja, aveia, entre outros.

Estas alergias exigiram que toda a família tivesse de se adaptar e mudar radicalmente todas as suas rotinas - a nível profissional, social, económica e familiar.

“Tivemos que mudar a alimentação toda cá de casa. Ao Salvador só o cheiro ou o contato é o suficiente para lhe acontecer algo grave, por isso só entra em casa o que o Salvador come, só comemos como ele. Foi péssimo para a irmã que chegou mesmo a chorar por não ter nada para comer.” 

(cit. mãe do Salvador)

 

A mãe do Salvador criou “O Alergias”, um projeto de inclusão social e de apoio às famílias de crianças alérgicas, tendo como pilares fundamentais, a criação de produtos para crianças alérgicas, workshops para as famílias e formações a escolas e aos mais novos.

Se tens curiosidade em saber mais sobre este menino e as suas rotinas diárias, podes visitar a conta criada no Facebook ou Instagram!!

                                                                      Entrevista com a mãe do Salvador

 

 

Vamos Incluir?




“Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças.” Respeitar as diferenças 



O que é inclusão?

É a capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós, sem exceção - para o estudante com deficiência física, para o que tem comprometimento mental, para o superdotado, para todas as minorias e para a criança/jovem que é discriminado por qualquer outro motivo. Possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu lugar na sociedade.


Embora muita gente continue a acreditar que o melhor é excluir, manter as crianças/jovens em escolas especiais, atualmente, eles frequentam uma escola regular (porque têm esse direito), saem à rua, brincam e vivem como uma criança/jovem dito "normal". 

No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para que todas as crianças/jovens se sintam integrados e apoiados por todos.


Então, o que tu podes fazer para que crianças/jovens com algum tipo de deficiência tenham uma vida saudável na escola e fora dela?



Respeitar as diferenças

A primeira coisa a ser feita, é mudares a tua atitude e ideias erradas que possas ter sobre as pessoas com algum tipo de deficiência. 


Muitas pessoas pensam, que por ser deficiente ou ter alguma incapacidade motora ou transtorno, a criança/jovem deveria estudar numa escola especial.

Isso é completamente desnecessário. "Porquê essa diferença? O que o torna diferente?"

O que torna as pessoas diferentes é umas terem a sensibilidade e consciência e outras não.

  • Eliminar o bullying

    • Sabemos que o bullying é frequentemente utilizado para agredir verbalmente e psicologicamente uma criança/jovem. Deverás ter uma postura de respeito e educação sobre o teu colega portador de deficiência - e não te deixares influenciar pelo comportamento dos outros colegas que poderão exercer bullying ou mesmo defenderes quem está a sofrer esta situação. 

  • Ajudar o colega portador de deficiência

  • A própria escola deverá ter os recursos necessários para satisfazer as necessidades de criança/jovem portador de deficiência, seja ela de que tipo for. Neste sentido, o teu apoio passa por ajudar naquilo que seja necessário, de forma a proporcionar o máximo de bem-estar e segurança.












Facilitar a expressão de sentimentos
  • É importante perceberes que  qualquer criança/jovem portador de deficiência é inteligente e faz as coisas semelhantes aos outros. Pode, no entanto, ter dificuldade em expressar-se e aqui a tua ajuda passa por o tentares entender e transmitir à restante comunidade escolar.




Bibliografia:
http://www.deficiencia.no.comunidades.net/inclusao-social

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Anel Vaginal


Atualmente existe uma ampla disponibilidade de métodos anticoncecionais (contracetivos), tanto para homens quanto para mulheres, que previnem ou, pelo menos, reduzem substancialmente a hipótese de uma mulher engravidar após uma relação sexual.



Os anticoncecionais podem ser divididos sumariamente em vários métodos:

➤ os comportamentais, como o coito interrompido 

➤ a avaliação da temperatura basal e do muco cervical

➤ as barreiras, sendo o preservativo, o diafragma feminino e o dispositivo intra-uterino, exemplos

➤ os procedimentos cirúrgicos como a laqueação das trompas e a vasectomia 

➤ os métodos hormonais como é o caso do anel vaginal



O ANEL VAGINAL é um contracetivo que contém duas hormonas sexuais femininas: o estrogénio e o progestagénio. Estas, entram em circulação através da absorção nos vasos sanguíneos existentes na vagina. 


Tem uma eficácia de 99%, tal como a pílula e atua, inibindo a ovulação, isto é, impedindo que os óvulos se libertem dos ovários. É um método para mulheres que desejam uma contraceção hormonal combinada, que não toleram ou não querem os contracetivos orais.


VANTAGENS








Como aplicar o anel vaginal? 



Porém, o anel vaginal não protege contras as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST) e apresenta efeitos secundários possíveis, semelhantes aos observados com a toma da pílula contracetiva. Normalmente, não são graves e são passageiros tais como as náuseas; a tensão mamária; a perda de sangue escassa e irregular; dores de cabeça.

O anel deve permanecer na vagina durante 3 semanas consecutivas (21 dias). Segue-se um intervalo de uma semana, até ser colocado um novo anel. Durante este período de tempo surge uma hemorragia de privação, a menstruação.



Para mais informações sobre este e/ou esclarecimento de dúvidas, consulta a tua Equipa de Saúde! 






Enfª Ana Batista (Enfermeira Especialista de Saúde Materna e Obstétrica da UCSP Águeda II)






segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Mitos sobre a Diabetes

1 - O açúcar é a principal causa da diabetes
Falso: ao contrário do que vulgarmente se acredita, o aparecimento da diabetes não é uma consequência exclusiva da ingestão de alimentos açucarados. A diabetes está ligada aos hábitos de vida pouco saudáveis, como a obesidade, o sedentarismo e os excessos alimentares, onde o consumo exagerado de açúcar é apenas um entre muitos outros factores de risco.

Relativamente à Diabetes tipo 1, na maioria dos casos esta é uma doença auto-imune, consequência de uma agressão imunológica que destrói a quase totalidade das células produtoras de insulina. Geralmente é diagnosticada na infância ou adolescência.
2 - A diabetes de tipo 1 não é tão grave como a de tipo 2

Falso: o facto da diabetes de tipo 1 provocar a destruição quase total da célula  que produz insulina, obrigando a tratamentos através de injeções, leva a crer que esta variante da doença tenha consequências mais graves do que a de tipo 2, em que há insulina, mas a produção é desequilibrada. No entanto, esta ideia não corresponde à verdade. Segundo o presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (AFDP), a diabetes de tipo 2 "causa os mesmos danos se a pessoa não prestar atenção aos níveis de glicose no sangue, que, quando elevados, podem destruir os pequenos e os grandes vasos, resultando em complicações sérias, como a cegueira, os ataques cardíacos ou mesmo a amputação".

3 - A diabetes de tipo 2 é própria dos adultos e apenas as crianças têm a 1
Falso: a ideia de que a diabetes tipo 2 é exclusiva dos adultos está ultrapassada. Atualmente há jovens com 16 e 18 anos que são obesos, que comem muita fast food, pois é mais barata e fácil de aceder, desenvolvendo assim diabetes tipo 2.
4 - A diabetes não tem cura
Verdadeiro: a diabetes não tem cura, mas é possível controlá-la e ter uma excelente qualidade de vida, sem qualquer limitação, desde que diagnosticada e tratada adequadamente o mais precocemente possível. Neste sentido, uma vida normal é possível para uma pessoa com diabetes!

5 - A diabetes é hereditária 

Verdadeiro: embora não se nasça diabético, a carga genética é uma das principais condicionantes para o desenvolvimento da doença. A diabetes tipo 1 depende de fatores genéticos; já a diabetes tipo 2 combina o fator genético com fatores de risco (principalmente má alimentação, obesidade, sedentarismo e tabagismo). Quando os filhos de pais diabéticos aprendem desde cedo a adotar estilos de vida saudável , muitas vezes conseguem "enganar" a genética e não desenvolvem a doença.


6 - O excesso de peso pode desencadear a doença 

Verdadeiro: o excesso de peso e a obesidade influenciam o aparecimento da diabetes de tipo 2. O excesso de gordura, sobretudo abdominal, contribui para esta insulinorresistência e para o aumento da glicemia. 
7 - O exercício físico não ajuda a controlar a diabetes 
Falso: a prática de exercício físico é uma condição indispensável para prevenir e controlar a doença, dado que ajuda a consumir muito açúcar, agindo como um mecanismo de defesa de qualquer agressão; ajuda  ainda na circulação periférica e a perder peso. No entanto, a atividade deve ser escolhida em função do tempo de evolução da diabetes, bem como da existência ou não de complicações.
8 - As injecções de insulina são muito dolorosas 
Falso: enquanto que a pessoa com diabetes de tipo 1 é insulinodependente, necessitando de várias doses de insulina ao longo do dia, as pessoas que sofrem de diabetes de tipo 2 até podem nem necessitar de insulina ou, eventualmente, administrarem uma dose para regular a compensação. O receio de que as injeções de insulina sejam muito dolorosas não tem razão de ser, uma vez que as agulhas são extremamente finas e pequenas. 

9 -  A pessoa com diabetes não deve consumir açúcar e álcool

Verdadeiro: o nosso organismo não está preparado para absorver muito rapidamente os açúcares de pacote, os que estão presentes na coca-cola e noutros refrigerantes, não está preparado para respostas bruscas. No entanto, pode-se ingerir doces esporadicamente, de preferência, a seguir a uma refeição para a absorção não ser tão rápida; o mesmo acontece com as bebidas alcoólicas: uma vez por festa, mas deve-se evitar as bebidas brancas que são muito ricas em açúcar!


10 -  Quem tem diabetes não pode comer doces

Falso: o que acontece na diabetes não é a incapacidade de processar o açúcar, e sim uma capacidade limitada. Como a insulina não trabalha da maneira correta, o excesso de açúcar consumido fica a circular na corrente sanguínea e pode causar sérios problemas. Se a diabetes for sempre bem controlada, pode-se algo doce num dia em que a glicose esteja mais baixa ou num dia de festa, controlando sempre o nível da mesma.

11 - Quem tem diabetes só pode consumir produtos diet

Falso: os produtos diet foram criados para que as pessoas com diabetes tenham mais opções de escolha na hora das compras. Isso é bom na hora que há aquela vontade de comer doces, mas optar sempre por eles não é recomendável. Os adoçantes artificiais são carregados de substâncias químicas que podem até mesmo sobrecarregar os rins se consumidos em excesso. Além disso, são cheios de gordura saturada e também são calóricos.

Isto NÃO É MITO!
É fundamental que os pais ou encarregados de educação do jovem com diabetes comuniquem na escola, ao diretor de turma, através da caderneta do aluno ou de declaração assinada pelos mesmos, a dosagem e o horário da toma da insulina, bem como qualquer outra informação que entendam pertinente.

Bibliografia:
https://www.controlarosdiabetes.com/mitos-e-verdades-sobre-diabetes/
https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/diabetes-a-verdade-da-mentira
https://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=14124&langid=1