segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Asma e Regresso às Aulas


O regresso às aulas chega numa altura em que se inicia a época das constipações, gripes e infeções respiratórias.


Com o retomar do quotidiano escolar, voltam as grandes aglomerações de alunos nos mesmos espaços e regressa a prática de exercício físico na escola que, embora seja extremamente benéfica, pode exigir alguma atenção especial, sobretudo quando o exercício é praticado ao ar livre com vocês expostos ao ar frio.
Acresce ainda o stress e a ansiedade que podem pesar sobre vocês nesta altura, com as eventuais mudanças de escola, de turma, de professores, etc.
É um período crítico para os asmáticos e alérgicos. Juntos, todos estes fatores tornam mais provável que haja um descontrolo da doença e que retornem os sintomas e até mesmo as crises. Aliás, alguns estudos indicam que é exatamente nesta altura do ano que se registam mais visitas de crianças/adolescentes com asma aos Serviços de Urgências.
Por isso, com o regresso às aulas, as Equipas de Saúde aconselham os pais de alunos com asma a tomarem uma série de medidas que visam acautelar a ocorrência de crises no início do ano letivo, o que poderá repercutir-se de modo negativo sobre a assiduidade às aulas e, consequentemente, sobre os resultados escolares.
Segundo os especialistas, cerca de 11% dos alunos que frequentam a escola sofrem de asma. Nos Estados Unidos, calcula-se que, todos os anos, os estudantes asmáticos faltem 13 milhões de dias às aulas por causa da sua doença. Este será um dos motivos mais frequentes pelos quais os miúdos não vão à escola e, certamente, um dos mais evitáveis.

De acordo com um estudo, as crianças com asma mal controlada faltam mais de seis dias às aulas, em seis meses, quando os alunos saudáveis faltam apenas 2,6 dias durante o mesmo período de tempo.
Como tal, aconselhamos que, se fores asmático apeles aos pais para te levarem a fazer um check-up à tua saúde respiratória, mesmo se tudo parece correr sobre rodas. Ainda que a asma pareça sob controlo, a consulta será uma excelente oportunidade para reavaliar as medicações e ponderar a realização de medidas para diminuir o risco de infeções que são causas muito frequentes de agravamento da asma nesta altura do ano.
Do mesmo modo, a visita poderá ajudar a traçar uma estratégia, a montar um plano de ação para o caso de a asma atacar inadvertidamente! 
Elaborado o plano, deve ser divulgado às pessoas que lidam contigo no dia-a-dia, desde os professores ao treinador. Nessa altura, os teus pais e tu poderão aproveitar para conversar um pouco com todos eles, discutindo, inclusivamente, quais os fatores desencadeantes da asma, bem como recolher informação sobre a escola, sobretudo se não for a mesma do ano passado.
É, também, fundamental conhecer a disponibilidade dos profissionais que lá trabalham, sensibilizá-los para o assunto e solicitar-lhes ajuda. Afinal, esta deve ser uma tarefa de todos.
Confirmar a data de validade dos medicamentos é outro dos cuidados que deves ter em conjunto com os teus pais, bem como assegurar-te de que trazes sempre contigo o inalador de alívio de sintomas, que és capaz de o utilizar corretamente ou que alguém será capaz de te o administrar de forma eficaz, quando não consegues fazê-lo por ti mesmo.
Outra medida é relembrares os teus pais para questionar o responsável da escola e os profissionais se existem pessoas com treino no socorro a estes casos. Caso tenhas alergias suscetíveis de te causar um choque anafilático, a escola deve estar a par da situação e saber o que deve fazer em caso de reações graves (deves ter sempre contigo a placa que te identifica como alérgico e a caneta para auto-administração de adrenalina).
Deves ter conhecimento e evitar os alergéneos que te fazem mal. Caso tenhas alergias alimentares, não deve aceitar comida dos colegas e devem informar a escola e discutir os pormenores da alimentação com os responsáveis pelo Refeitório (ou pedir ao professor responsável que o faça).

A dieta mediterrânica pode proteger as crianças da asma e da rinite alérgica.Num estudo realizado , as conclusões não surpreenderam: as crianças que, no último ano, tinham feito uma dieta baseada em vegetais, frutas e legumes, nozes, peixe e cereais, além de pobre em lacticínios, carne, gordura e “comida de plástico”, tinham menos asma e menos rinite alérgica, bem como menos sintomas tais como espirros, pieira ou lacrimejo nos olhos.

Como sublinharam os investigadores, a explicação parece residir no facto de os alimentos contidos na chamada dieta mediterrânica serem ricos em antioxidantes, que podem exercer um papel protetor sobre os pulmões e prevenir lesões nas vias aéreas.
Além disso, sabe-se que o peixe é rico em ómega 3 e pobre em ómega 6, uma equação que se tem mostrado eficaz na redução nos níveis de proteínas pró-inflamatórias nocivas. 
Durante os primeiros tempos de aulas, está atento ao teu sono. Se tosses, chias ou acordas muito frequentemente é porque a doença não está bem controlada e neste caso tens de ir ao teu médico assistente.
Finalmente, os pais devem fornecer o seu contacto em caso de necessidade. 


Depois, certamente que tudo correrá pelo melhor! 



Bibliografia:
http://apa.org.pt/category/publico/criancas/

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Religião...Praticar ou Não?


A Juventude é marcada por imensas transformações.
É onde surgem imensas dúvidas e incertezas, onde se questiona o porquê das coisas e a nossa identidade!
É uma fase de novas experiências, onde assume principal importância o nosso grupo de amigos, em prol da família.

No entanto, a família assume-se como a primeira e a principal responsável na transmissão de valores - valores esses ensinados desde a infância - e que influenciam diretamente na contrução da  tua identidade, refletindo-se na tua personalidade futura, nas tuas escolhas e tomadas de decisão!

Entre os valores familiares, são transmitidos os valores religiosos, onde a "herança religiosa" se vai transmitindo de geração em geração (ex: és católico porque a tua família também é, porque aprendes desde cedo as vivências dos teus pais, vendo neles o exemplo a seguir. Foram os valores relativos a esta religião que te foram transmitidos; o mesmo se aplica a qualquer outro tipo de religião).

Porém, esta transmissão religiosa encontra-se ameaçada!

- Primeiro: a tradição já não é o que era
A mudança da estrutura familiar contribui para quebrar a transmissão: as pessoas casam-se menos, mais tarde e mais civilmente; as ruturas conjugais crescem; as crianças nascem progressivamente em menor quantidade e no seio de coabitações. Ou seja, a reprodução das linhagens crentes tradicionais, assentes em casamentos religiosos estáveis e em famílias alargadas, fica certamente comprometida com estas transformações em curso.

- Segundo: as crenças religiosas não são recebidas de forma imposta, mas questionada a sua utilidade
Atualmente, o jovem vive num mundo onde as informações das mais variadas fontes são acessíveis a todos de forma rápida. Por isso, diante de tantas publicações científicas, páginas na internet, produções, revistas culturais, textos e artigos filosóficos, pergunta-se: crença ou descrença – o que é mais saudável?

Neste sentido, a situação religiosa dos filhos nem sempre é a mesma da dos pais. Há casos em que os pais são católicos e praticantes e os filhos têm outra posição religiosa, bem como ideologias religiosas divergentes das dos seus pais.

"Estudos demonstram que os adolescentes com maior religiosidade apresentam comportamentos mais saudáveis, além de melhores índices de saúde física e mental, em comparação com aqueles que não são religiosos. No campo da saúde mental, os resultados se mostraram ainda mais interessantes: a religião, ao fornecer uma compreensão e significado na vida dos adolescentes, estava diretamente associada a níveis mais baixos de sintomas depressivos, além de estar conexa com menor risco de suicídio."

Alguns jovens sentem a necessidade de aprofundar esta dimensão, para encontrar equilíbro e harmonia pessoal, enquanto que outros não sentem essa necessidade. Têm, assim, as suas próprias razões para praticar ou não a religião. 
💒 Os que praticam alegam como razões, a herança religiosa familiar, a fé e a paz da consciência.
💒 Os não praticantes, afirmam que, para ser uma pessoa religiosa, não é necessário praticar qualquer religião. A falta de tempo é outra razão invocada,  pois ocupam a sua vida com outras opções, a que dão mais importância, como por exemplo, o desporto. Outro argumento para não comprometerem com uma prática religiosa é o comportamento da hierarquia da Igreja e dos crentes praticantes.


Mudança religiosa

Desgosto amoroso, sofrimento ou uma alegria (mais visível nas adolescentes do sexo feminino)
Adolescência 
Aquisição de novos conhecimentos 


Desta forma e independentemente de... 
                  ...a tua família considerar que deves seguir as suas ideologias religiosas ou
                               ...algumas pessoas serem a favor que deves escolher a própria religião em conformidade com os teus desejos e buscas individuais.
                                                            ...no aspeto religioso, necessitas da orientação elucidativa não só dos pais, mas de representantes religiosos racionais e professores sensatos que possibilitem que a religião seja encorajada e estimulada, em vez de dirigida ou comandada.

Deves seguir a ideologia religiosa que considerares a mais adequada a ti, pois quando a escolheres tens de te identificar com ela. Tens de sentir que a religião (seja na igreja ou em outro local) se aproxima das tuas dúvidas, dos teus problemas. Que o representante saiba conversar contigo, te ouça, colocando-se ao teu nível e que se interesse por aquilo que te preocupa!

Bibliografia:
http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/24207

terça-feira, 14 de julho de 2020

DICAS da SEMANA


Esperamos que se encontrem bem e de FÉRIAS!!

No entanto, férias não é sinónimo de NÃO LER! 

Como tal, hoje trazemos mais algumas Dicas Semanais elaboradas! Esperemos que continuem a gostar e reforçamos - se tiverem alguma questão/dúvida, não hesitem em contactar a Equipa Local de Saúde Escolar ou a Equipa de Saúde Familiar.









quinta-feira, 18 de junho de 2020

DICAS da SEMANA


A atual situação de pandemia impõs a reorganização das respostas dos Serviços de Saúde! 

Neste sentido, todos os projetos programados para este ano letivo, no âmbito da Saúde Escolar, foram interrompidos. No entanto, numa perspetiva de nos mantermos próximos de vocês, e fazendo uso das novas tecnologias hoje existentes, a Coordenação Regional de Saúde Escolar da ARS do Centro, em articulação com as coordenações de outros programas de saúde, propôs um desafio – “Saúde Escolar em Casa- Dicas Semanais”.

Abaixo encontram-se algumas das Dicas Semanais já elaboradas! Esperemos que gostem e se tiverem alguma questão/dúvida, não hesitem em contactar a Equipa Local de Saúde Escolar ou a Equipa de Saúde Familiar.

BOA LEITURA!







quarta-feira, 17 de junho de 2020

Os grupos na minha vida


Quem sou eu? O que quero? O que está a acontecer comigo? Porque é que o mundo é assim? Será que eu não posso mudar o mundo?



Na adolescência, vais gradualmente construindo relações significativas fora do teu contexto familiar, o que te permite a aproximação e o sentimento de pertença em relação ao teu grupo de amigos.

Chamamos de PARES um conjunto de pessoas de igual posição social, de comum interesse ou que compartilham um perfil (ex:idade ou género), posição hierárquica, qualificações, background e/ou habilidades. Neste período, o grupo de pares, diz respeito aos colegas da tua faixa etária, que convivem nos mesmos espaços (escola, família, rua/bairro ou clube desportivo).

Não participares de nenhum grupo, significa o mesmo que estares fora do universo. É natural, o grupo de amigos é agora o teu GRUPO principal, o grupo do qual fazes parte e onde sentes que
podes partilhar e fazer tudo!

É aquele sentimento de "Nós contra tudo e todos", pois só assim consideras que faz sentido, que te afirmas perante os adultos e a sociedade, só assim é que és reconhecido e admirado. É com eles que te vais afirmar e experimentar tudo o que te apetecer!



No entanto, pára um pouco e pensa!

A influência do grupo de pares - pode ser positiva ou negativa...para sermos aceites, tendemos a mudar o nosso comportamento pela influência do grupo, sendo mais suscetíveis de nos conformarmos com as práticas e valores do grupo e aceitar assim a sua influência.


Como tal, muitas vezes, para não sermos excluídos ou com receio de sermos gozados ou ainda pior, de sofrermos bullying, mudamos o nosso comportamento, a nossa forma de estar e ser (os nossos valores e atitudes), mesmo sem nos sentirmos confortáveis ao fazê-lo!

Mas fazemo-lo para sermos aceites, para fazermos parte do grupo ou porque o grupo nos pressiona para o fazer. Porque se não o fizermos, se recusarmos (se dissermos NÃO, Não quero fazer ou NÃO, Não quero experimentar) somos rejeitados e ninguém gosta de ser rejeitado!


Sendo assim, é fundamental perceberes que:

1. Procura o GRUPO com o qual te realmente identifiques (porque têm os mesmos gostos, os mesmos valores) e não o GRUPO mais fixe, de que toda a gente dava tudo para fazer parte


2. Se o grupo te pressiona para fazeres/experimentares algo que realmente não queiras e não te respeita quando dizes NÃO e te exclui, é porque não é um grupo verdadeiramente AMIGO

3. Ser AMIGO é aceitar-te como tu realmente és

4. Os AMIGOS são nesta fase, os protagonistas da tua vida social, pois é com eles que vais partir à  aventura e vivenciar uma série de experiências

5. Mas a tua FAMÍLIA, os teus pais vão ser sempre o GRUPO DE REFERÊNCIA, são aqueles que te vão sempre apoiar e onde te vais sentir seguro quando as coisas correm menos bem. Mesmo que isso implique que ao dizerem NÃO para algumas das tuas solicitações, também demonstra AMOR e faz parte do processo de educação.


Nunca ninguém disse que a ADOLESCÊNCIA ia ser fácil, porque não é. Talvez seja o período mais conturbado da tua vida! Mas tem de ser vivida...cabe a ti escolher a forma como a queres viver!!!

Bibliografia:

http://www.psicoedu.com.br/2017/04/grupo-influencia-pares-relacoes-sociais-entre-criancas-adolescentes.html



segunda-feira, 27 de abril de 2020

Asma...quando o ar não é suficiente


Os inaladores são dispositivos utilizados para tratamento das doenças respiratórias, nomeadamente a Asma, sendo normalmente conhecidos por “bombas”. Este termo deriva do passado, dado que as substâncias utilizadas provocavam taquicardia, agitação, ansiedade, levando a considerar o resultado final como o efeito de uma bomba.




Dentro de cada um destes grupos existe uma diversidade de modelos, embora todos com a mesma finalidade: conduzir ao interior dos brônquios medicamentos capazes de produzir um efeito dilatador (que facilita a respiração).



Cada modelo tem regras próprias de utilização, que devem ser rigorosamente cumpridas para que a ação do inalador seja eficaz. Torna-se assim muito importante ler e ver as imagens do folheto informativo e pedir explicações à tua equipa de saúde para não teres quaisquer dúvidas quando o fores utilizar.



No entanto, os passos gerais da inalação são iguais para todos os inaladores e têm a ver com

uma expiração profunda antes de inalar, 
                          uma inspiração profunda no ato da inalação,
                                        seguida de uma pausa respiratória de 8 a 10 segundos, 

para que as partículas dos medicamentos tenham tempo de chegar o mais profundamente possível à árvore brônquica. 



Erros comuns:

- Muitos de nós inalamos diretamente sem fazer uma expiração prévia, o que condiciona a inspiração do medicamento.

- Por vezes também fazemos uma inspiração profunda antes de tempo, o que faz com que o medicamento não tenha tempo de atuar.



Convém (re)lembrar...

👍Antes de manuseares o equipamento e a medicação é preciso lavares bem as mãos. Logo após, deves igualmente lavar com sabão neutro e secar bem

👍Como o inalador é de material plástico e permanece em ambiente húmido – é preciso, pelo menos uma vez por semana, limpar o bocal com um pano humedecido em água, eliminando a sujidade e alguns microorganismos

👍O teu inalador é só teu, não o deves partilhar

👍Nunca deves utilizar inaladores fora do prazo de validade

👍Os inaladores devem ser mantidos sempre bem fechados

👍Os inaladores não devem ser eliminados no lixo doméstico, mas devem ser entregues na farmácia para serem tratados como resíduos farmacológicos

👍O inalador deve ser substituído por um novo, cada vez que iniciares uma nova embalagem do medicamento

👍Deves andar sempre com o teu inalador. Não esqueças!



Bibliografia:
http://www.respira.pt/content/docs/Inaladores.pdf


quarta-feira, 15 de abril de 2020

Voz...Mito ou Verdade



Se a pessoa tem o tom de voz alto, é impossível mudá-lo!

MITO: com a ajuda de um fonoaudiólogo, pode-se melhorar o controle do volume, quer dizer, a intensidade. Falar alto frequentemente é um hábito adquirido e, portanto, passível de modificação. Já se a pessoa fala alto, mantém o volume da TV elevado e tem dificuldade para ouvir outras pessoas, é possível que esteja com um distúrbio auditivo. 



A VOZ vai-se modificando ao longo do dia!
VERDADE: de manhã, ela apresenta um som mais grave porque a musculatura vocal ainda está "desaquecida". "No caso de cantores, atores e locutores, se usarem intensamente a voz ao longo do dia pode ocorrer uma agravação na qualidade da mesma.




A VOZ só muda na adolescência!
MITO: a voz muda de forma marcante na puberdade (principalmente nos meninos), estabiliza-se na fase adulta e, depois, na velhice, perde qualidade, em função do decréscimo das taxas hormonais e das modificações do organismo próprias do envelhecimento.



Se a pessoa tem voz "infantil", não há como mudar isso. 
MITO: a maioria dos casos pode ser tratado com sucesso. E deve, pois é desejável que o adulto tenha uma voz que combine com sua idade e seu corpo. 







Rapazes devem evitar cantar em coro, por exemplo, durante a adolescência. 
MITO: a voz, nesta fase, pode ficar instável e, por isso, cantar "profissionalmente" será mais difícil. Porém, se o rapaz for acompanhado por um professor de canto, é possível realizar atividades que exijam talento com a voz, respeitando as suas possibilidades e os seus limites de extensão vocal, sem forçar demais. 




Qualquer pessoa pode cantar. 
VERDADE: porém, é preciso respeitar a extensão vocal de cada um. É claro que, para cantores amadores, aqueles que adoram soltar a voz no chuveiro, não há compromisso, o que já não acontece com os que têm o canto como veículo profissional. 





Se uma pessoa usa muito a voz diariamente, a rouquidão é uma consequência natural. 
MITO: qualquer rouquidão que ultrapasse o período de 15 dias, sem associação com gripe,  deve ser estudada. De fato, quem fala muito em condições acústicas pouco favoráveis, e sem orientação sobre uso vocal adequado, corre o risco de sofrer com o problema. 







Aulas de canto melhoram problemas de voz. 
MITO: tais aulas ajudam a aperfeiçoar, sim, a habilidade de cantar, mas não têm efeito positivo sobre a voz.








Cantar em falsete, imitando a voz de soprano ou de menino, faz mal para a voz. 


PARCIALMENTE VERDADE:segundo fonoaudiólogos, se for utilizada com técnica e, principalmente, acompanhamento profissional, será executada com cuidado e sem prejuízos para o praticante. 








Não é bom cantar no tom de outra pessoa. 
VERDADE: caso o tom seja muito distante da tessitura vocal da pessoa, o ato trará tensão fonatória, quer dizer, a obrigará a fazer um esforço extra para cantar. Tal esforço muscular gera atrito das cordas vocais (elas se chocam umas contra as outras), acarretando problemas na voz. 


Quando gravamos a voz, ela parece de outra pessoa. 
VERDADE: e isso mesmo considerando que as boas gravações, feitas sem nenhuma interferência e reproduzidas por boas caixas, refletirão uma qualidade vocal bem próxima da real. Acontece que, quando ouvimos a nossa própria voz, recebemos o som pela orelha e por vibrações ósseas da região facial, o que produz modificações na qualidade do som escutado. Daí ser estranho. 








É possível produzir diferentes vozes sem agredir as cordas vocais. 
VERDADE: mas desde que produzidas sem esforço muscular e atrito nas pregas vocais. Quando se imita uma voz que não é a própria, a tendência é que se force ou faça mau uso do aparelho vocal. 






Se estiver constipada, a pessoa não deve "trabalhar" com a voz. 
VERDADE: quando se está constipado, a cavidade nasal fica obstruída. Com isso, impede-se que os sons nasais sejam amplificados, causando sobrecarga nas cordas vocais.






Se eu não gosto da minha voz, posso mudá-la.
VERDADE: mas há algumas ressalvas. A voz sinaliza várias características individuais: sexo, faixa etária, cultura, estado emocional, personalidade. Resumindo, é um dos instrumentos que representa uma pessoa. Nesse sentido, não deveria ser modificada. "Mas, caso não corresponda às expectativas, deve ser procurado um especialista - o processo de produção da voz é passível de ajustes sob orientação de um profissional competente.



Algumas doenças afetam a voz. 
VERDADE: a voz é produzida em consonância com várias estruturas do organismo, como o aparelho digestivo e respiratório e o sistema nervoso central e periférico. Algumas alterações afetam diretamente este setor. Por exemplo, se a pessoa tem um refluxo gastroesofágico, rinite alérgica ou stress e ansiedade constantes, é comum apresentar diferentes tons nos períodos de crise.






Sussurrar é prejudicial. 
VERDADE: em excesso, pode afetar a laringe pela tensão necessária para bloquear o som natural. Claro que em situações de fala confidencial, não é negativo, mas não deve ser um hábito! 


Até a voz fica cansada. 
VERDADE: se exigida demais, como ocorre com os músculos do corpo, ela pode, sim, apresentar sinais de desgaste. Nunca sentiste que precisavas de fazer força para falar? É um dos sinais desse cansaço. É importante descansar após o uso prolongado. 
Dica: uma boa estratégia para evitar esta situação é articular bem as palavras, falar mais devagar e com a voz modulada.


Mel faz bem para a voz. 
PARCIALMENTE VERDADE: a relação dos alimentos com a voz é indireta, pois somente o ar passa pela laringe e pelas cordas vocais. Porém, o mel pode ajudar, sim, como lubrificante, mas atenção que não poder ser considerado como um 'tratamento' para a voz! Até porque o mel causa espessamento das secreções.

"O limão faz bem à voz". Outro mito, pois os ácidos ressecam as mucosas e prejudicam o aparelho vocal.

"Pastilhas, sprays, comprimidos de hortelã ou gengibre fazem bem à voz." Têm um efeito anestésico, dando a sensação de falsas melhoras.


"Beber conhaque ou gargarejar com uísque faz bem à voz". Pode fazer bem à alma, mas não à voz; o que acontece é que a laringe fica ligeiramente anestesiada, parecendo ter melhorado.

Maçã e água são benéficas para a voz. 
VERDADE: mas é importante enfatizar que não constituem um "tratamento", da mesma forma que o mel. "A água hidrata o organismo, inclusive as cordas vocais, fazendo com que vibrem de forma mais solta e diminuindo o esforço. Já a maçã oferece propriedades adstringentes que ajudam na limpeza da boca e da faringe, melhorando a ressonância. Além disso, o movimento de mastigar a fruta deixa mais solta a musculatura responsável pela articulação das palavras".


Não há diferença entre projetar a voz e falar alto. 

MITO: projetar é produzir um som audível para os outros, segundo a necessidade, em diferentes ambientes. Atores de teatro, por exemplo, aprendem a "projetar a voz", pois, durante o espetáculo, precisam que suas falas cheguem até a última pessoa da plateia. Eles aprendem a fazer isso com exercícios específicos, muitos de respiração, que lhes permitem modular o tom sem gritar e sobrecarregar as cordas vocais. Já falar alto, atinge a laringe e provoca desde rouquidão a problemas nas cordas vocais, além de ser um hábito constrangedor em várias situações.







O uso de ar-condicionado prejudica a voz. 
VERDADE: alguns cuidados devem ser tomados para evitar problemas com a saúde em geral. O ambiente tem que estar climatizado, sem exagero na temperatura: nem frio nem quente demais. Deve-se manter também hidratado, ingerindo água para compensar o ressecamento do ar provocado pelo ar condicionado. 




Bibliografia:
diamundialdavoz2017.blogs.sapo.pt/
https://noticias.uol.com.br/saude/.../conheca-alguns-mitos-e-verdades-sobre-a-voz.htm